Santo Antão contemplado com estudo sobre “investimentos estratégicos” na economia azul – ministro

Santo Antão, pelo seu potencial a nível das pescas, é uma das ilhas abrangidas pelo estudo que está a ser realizado visando a elaboração do plano estratégico sobre os investimentos na economia azul em Cabo Verde.

Conforme o ministro da Economia Marítima, José Gonçalves, que está de visita a Santo Antão,  esse estudo, que fica pronto em Abril, está a ser realizado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com o financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

O estudo vai permitir identificar que “tipo de investimentos, em que áreas e em que dimensões” deverão ser feitos na economia azul, no arquipélago, segundo o ministro, confrontado pelos operadores quanto à necessidade de investimentos nas pescas em Santo Antão, sobretudo na criação de infra-estruturas (cais de pesca, arrastadouros, entreposto de frio).

Tanto os operadores, como os autarcas têm estado a alertar para o “esquecimento” das pescas em Santo Antão, que continua, a seu ver, à espera das infra-estruturas que potenciem esta atividade económica de “grande potencial” na ilha.

O estudo abrange todo o território nacional, segundo José Gonçalves, que garante que Santo Antão “está certamente contemplado”.

O ministro da Economia Marítima, que responde ainda pelos setores do turismo e transportes, esteve, segunda-feira, no Tarrafal de Monte Trigo, no início da visita de trabalho a Santo Antão, localidade onde o Governo vai, “de imediato”, melhorar as condições de conservarão e tratamento do pescado, avançou.

Carlos Pires, vice-presidente da Associação dos Pescadores do Tarrafal de Monte Trigo, informou que essa comunidade precisa, pelo menos, produzir duas toneladas de gelo por dia, para poder atender à procura dos operadores em matéria de conservação do pescado.

Tarrafal de Monte Trigo dispõe, atualmente, de uma unidade que consegue produzir, diariamente, apenas 400 quilos de gelo, segundo este responsável, que pediu ainda o “apoio” do Governo na melhoria das condições de tratamento do pescado nessa localidade, com 90 pescadores.

A Associação dos Pescadores do Tarrafal de Monte Trigo queixa-se ainda da falta de arrastadores de botes, infra-estruturas que podem ser construídas no âmbito de um projeto integrado para essa localidade, já anunciado pelo Governo, à volta de 200 mil contos, com início para 2019.

Janela, Cruzinha e Ponta do Sol são outras comunidades piscatórias que o ministro da Economia Marítima vai contactar no quadro da visita de quatro dias, que está a efetuar a Santo Antão.

Em todas essas zonas, os pescadores têm estado a pedir a melhoria das condições de atracagem de embarcações.

Fonte: InforPress

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