Regionalização: Olavo Correia reposiciona-se

“O futuro de Cabo Verde não está na regionalização, mas sim na sua abertura ao mundo...”

O vice-primeiro ministro, Olavo Correia, apresentou hoje via Facebook, uma nova posição sobre a regionalização de Cabo Verde. Isto contrariando o que havia dito há uma semana na conferência da JPD, na Assomada, durante a qual defendeu a manutenção de Santiago como uma única região.

Na citada conferência, o vice-prisendente do MpD e vice primeiro-ministro, Olavo Correia, mostrou-se contra a divisão da ilha de Santiago em duas regiões, Norte e Sul. Defendeu, em vez disso, Santiago como uma “ilha unida” e focada na “optimização dos seus recursos”. E alerta: “O futuro de Cabo Verde não está na regionalização, mas sim na sua abertura ao mundo…”, disse na altura.

Por isso, para o número dois do sistema ventoinha, do ponto de vista do desenvolvimento integrado, não faz sentido ter a ilha de Santiago dividida em duas regiões. “A ilha deve ser vista numa lógica de um todo”.

E explicou: “Se olharmos para o espaço que é tão pequeno, devemos pensar na sua unificação numa perspectiva de acrescentar valor. Por isso, não faz sentido ter aqui duas pastas, do ponto de vista político. Temos que olhar Santiago conectada com o mundo a nível tecnológico, dos transportes aéreo e marítimo. Mas também na qualificação dos recursos humanos. Portanto, não devemos pensar de uma forma isolada em Santiago Norte e Sul. É este o desafio”, apontou.

O governante alertou, ainda, que “todos aqueles que estão a pensar que o problema do país pode ser resolvido via regionalização estão completamente enganados. Assim como nunca foi resolvido pela via da descentralização”.

Hoje, segunda-feira, 2, Olavo Correia publicou o seguinte post na sua página de Facebook.

Post publicado na integra:

Regionalização.

Uma necessidade nesta nova fase de desenvolvimento do país.

Nesta nova fase de desenvolvimento de Cabo Verde, o país precisa melhorar a eficiência na governação pública, valorizando as ilhas, os seus talentos, as suas especificidades e seus recursos endógenos.

Apostando na sua abertura e conectividade ao mundo, através dos transportes, da tecnologia e da qualificação dos recursos humanos.

O futuro de Cabo Verde dependerá muito da solução que vier a ser construída para dar resposta a esta necessidade.

Esta nova fase requer sim a aceleração do aprofundamento da descentralização, passando, necessariamente, pela regionalização do país.

O foco tem de ser o desenvolvimento das Ilhas no quadro de “um mundo sem fronteiras e sem limites”.

O MPD e o Governo estão a cumprir.

O Conselho de Ministros acabou de aprovar, por unanimidade, no dia 29 de março, a proposta de lei que cria e regula o modo de eleição, as atribuições e a organização das Regiões Administrativas.

Depois de muito debate no partido e na sociedade.

O debate continua, pois é preciso um consenso político e ao nível da sociedade. Debate aberto, responsável e sem qualquer tabu.

Debate em torno das ideias.

Estamos todos empenhados no partido e no Governo para que a lei seja aprovada.

Participando activamente no debate como vimos fazendo desde sempre.

Todas as ilhas de Cabo Verde têm condições para serem desenvolvidas.

É preciso ousar! Ousar sempre! Sem medo.

Fonte: A Nação

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