PR promete usar sua influência para melhorar a integração dos imigrantes em Cabo Verde

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, promete usar a sua magistratura de influência para ajudar numa “melhor integração possível” dos imigrantes em Cabo Verde e afirma que o país deve continuar a dar o exemplo de abertura.

Em entrevista à revista Caminhar, da Plataforma das Organizações Não-Governamentais de Cabo Verde, disse que, dado o seu interesse nessa matéria, tem uma conselheira para questões da emigração das comunidades cabo-verdianas e da imigração que estabelece contactos “permanentes” com o departamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros encarregue desse setor em Cabo Verde.

“Tenho usado a minha magistratura de influência para sensibilizar as autoridades no sentido da melhor integração possível dos imigrantes”, disse o Chefe de Estado, em entrevista à revista Caminhar, mostrando-se interessado em ajudar os imigrantes a ultrapassar os problemas que os afetam.

O Presidente da República revelou, por outro lado, ter “contactos permanentes” com as estruturas associativas das comunidades imigradas.

“Pessoalmente, já visitei algumas sedes dessas associações e já convidei alguns dos seus responsáveis a virem à Presidência da Republica”, afirmou, acrescentando que tem dialogado com o Governo com o propósito de tentar resolver os problemas das comunidades imigradas.

Para Chefe de Estado, a imigração em Cabo Verde é um “fenómeno relativamente recente”, o que justifica alguns problemas surgidos no concernente à integração dos cidadãos que procuram Cabo Verde para viver.

Defende, porém, que “tem que haver uma pedagogia e educação para uma aceitação mais incondicionada” da presença dessas comunidades que, segundo ele, ao fim ao cabo, “estão a contribuir para o processo do desenvolvimento de Cabo Verde”.

“Tem que haver um aprimoramento institucional para que essa integração social e cultural se faça com uma melhor performance”, indicou o Presidente da República, referindo-se aos imigrantes da Costa Africana que vivem no arquipélago.

Neste processo de pedagogia, defende que os profissionais da comunicação social têm um a um “papel relevante” a desempenhar, através de informação, formação e divulgação de atos realizados pelas comunidades imigradas.

Em seu entender, há segmentos “muito diferenciados” deste fluxo imigratório, num país como Cabo Verde, onde existem também instituições frágeis, que, apesar disso, tem registado alguns avanços.

Segundo o Chefe de Estado, alguns estudos mostram que há certas dificuldades do país no sentido de garantir uma “integração mais perfeita” dos imigrantes, mas que também da parte desses existem problemas que se devem a fatores, como a falta do conhecimento da língua portuguesa, a língua oficial em Cabo Verde.

“Os problemas da escolarização também dificultam a integração, assim como as fragilidades do nosso mercado de trabalho”, acentuou Jorge Carlos Fonseca, acrescentando que tudo isto dificulta o processo de integração de muitos segmentos imigratórios, nomeadamente aqueles que são provenientes da Comunidade Económica para o Desenvolvimento de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Instado se as autoridades nacionais têm feito o necessário para facilitar a integração dos imigrantes, mormente os da CEDEAO, Jorge Carlos Fonseca respondeu que sim e citou algumas medidas adotadas, nomeadamente a criação de uma unidade de imigração, assim como um conjunto de textos legislativos e regulamentos sobre o processo de integração e normas sobre a entrada e permanência de estrangeiros em Cabo Verde.

“Há um conjunto de projetos em curso para facilitar e acelerar o processo de imigração, acesso ao mercado do trabalho e à saúde”, assinalou o Chefe de Estado, que se referiu ainda à preocupação de se formalizar as relações de trabalho, através de um contrato escrito, e, ainda, o acesso dos imigrantes à habitação, estabilidade através de contratos de arrendamento.

Fonte: Sapo Notícias

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