Ministro das Finanças diz que Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável é o “sonho” rumo ao crescimento em 7%

O Ministro das Finanças entregou hoje ao presidente da Assembleia Nacional, a proposta do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável 2017/2021 (PEDS), que considerou ser um “sonho” do país em vista a impulsionar o crescimento de 7 (%).

Olavo Correia fez essas considerações em declarações à imprensa à saída do encontro, após ter entregue oficialmente o documento nas mãos do presidente da Assembleia Nacional, tendo na ocasião considerado que o almejado crescimento 7% depende da postura dos cabo-verdianos perante o PEDS 2017/2021.

“É só uma questão de postura, pois, se esperamos que venha acontecer, isso não acontecerá. Temos de trabalhar para fazer o acontecer. São pessoas, as empresas e as instituições que fazem o crescimento da economia cabo-verdiana”, disse, sublinhando, por outro lado, que a ambição do Governo de Cabo Verde é “muito alta”.

Olavo Correia, disse ainda “preferir ser mediano” dos melhores do que o melhor dos piores, pois, sustentou, quando a meta é elevadíssima e ambiciosa “os nossos fracassos é o melhor sucesso de todos os outros”.

Conforme o ministro das Finanças, se todos trabalharem para uma estratégia e meta, Cabo Verde terá todas as condições para crescer no turismo, nos transportes marítimos, no sector financeiro, na tecnologia, no comércio e na indústria.

Sustentou ainda, que o Governo tem a função de liderar, enquanto as pessoas, as empresas e as instituições fazem o desenvolvimento do país.

“Um país desenvolvido não acontece por magia, para isso, temos de agir e criar plataformas nos mais diversos domínios e sustentável do ponto de vista económico, social, ambiental, inclusivo, mas também democrático”, salientou.

Neste particular, Olavo Correia, lembrou que um país plataforma, é um Estado que aposta sobretudo, no sector privado, visando a plataforma no sector do turismo, industrial e comercial, tecnologia de inovação, sector financeiro, transportes aéreos e marítimos e, particularmente, num clima de negócios propício a atração de investimos privados nacionais e estrangeiros.

Para isso, segundo o governante, o arquipélago terá de criar um sistema de educação de excelência, uma governação eficiente seja no plano central ou municipal, assim como empresas bem geridas que criam valores, importam e conseguem realizar a visão do país rumo ao desenvolvimento.

Questionado, se caso o Governo não conseguir os 400 mil contos necessários para a implementação do plano, não criava dificuldades, Olavo Correia, disse que a missão do Estado é criar o ambiente de negócios e mobilizar recursos para que os privados possam liderar na criação de plataformas.

Ao receber o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável 2017-2021 (PEDS), o presidente da Assembleia Nacional manifestou a sua satisfação por ter em mãos um documento “importante” para o desenvolvimento do país.

“Queremos conversar com os sujeitos parlamentares e agenda-lo para a sessão parlamentar. É uma reflexão necessária para, não só sonharmos o futuro, mas também, o presente e projectar a felicidade dos cabo-verdianos”, enfatizou.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) é um aglomerado de programas sectoriais e de políticas macroeconómicas, estruturais e sociais do país para os próximos cinco anos, que tem como objectivo central, promover o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.

As metas traçadas e que estão ancoradas no Programa do Governo, vão desde o crescimento económico de 7%; a redução da taxa de desemprego de 15 para 9%; o aumento do PIB per capita em paridade de poder de compra de 6744 dólares para 8864 dólares em 2021; o aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); a redução o coeficiente de gini com vista à diminuição das desigualdades nas nossas ilhas e redução da pobreza de 35 para 28,2%, entre outros.

Fonte: InforPress

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