Governo quer que todos sejam parte das soluções para o país

Os desafios da governação impõem hoje uma maior participação dos cidadãos e diferentes players. Assim, é preciso que o governo tenha capacidade para criar condições para o envolvimento participativo no processo de desenvolvimento, permitindo que todos sejam parte da solução, considerou esta segunda-feira, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças Olavo Correia.

“Governar hoje é diferente de governar ontem. Hoje há mais exigência, é preciso uma governação mais participativa, é preciso que o governo tenha a capacidade para envolver todos n o processo de desenvolvimento”, explicitou à margem da conferência internacional sobre os desafios da “Governação e a problemática da participação pública nos processos de decisão”, organizada pelo Ministério das Finanças, em parceria com a ENG - Escola de Negócios e Governação da UNI-CV.

Entre os desafios actuais da governação, Olavo Correia salientou a necessidade de “fazer as coisas acontecerem”, de maneira veloz e resultados à vista “para que os cidadãos possam perceber que estamos a governar para servir as pessoas, as empresas, e as instituições”.

Assim, garante, o governo está “focado” em apresentar “soluções concretas para o país, com a participação de todos”. Exemplo disso serão já, por exemplo, a forma participativa como foi elaborado do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável ou o processo de elaboração do orçamento”.

“Governar hoje não é decretar, fazer leis, regulamentos. É envolver, liderar, e para liderar é preciso que tenhamos em conta a opinião dos outros, ouvi-los, poder ter as suas contribuições, para que todos possam ser parte do processo e da solução e não apenas parte do problema”, resumiu.

O evento teve como objectivo promover o debate e ver “as melhores metodologias, espaços e práticas adequados” ao melhor aproveitamento das capacidades da sociedade civil, explicou o governante.

Na mesma conferência, que foi proferida pelos Professores e Investigadores da Universidade de Aveiro, Carlos José Rodrigues e Eduardo Anselmo Castro, foram então apontadas as vantagens e dificuldades (mitos) da participação, bem como instrumentos e métodos que podem tornar os processos participativos mais eficazes e consequentes».

Na sua alocução Carlos José Rodrigues destacou alguns desafios, ou dimensões, da participação pública a que as metodologias de desenvolvidas devem dar resposta.

Entre elas está por exemplo a tensão entre conhecimento técnico versus a expectativas das massas, que é necessário ter em conta em vários processos participativos. E está também a necessidade de cedência de poder e consenso por entre uma complexa teia de interesses, competências ou culturas. Falou ainda da necessidade de se haver um método que vá para além da pergunta básica do que os cidadãos querem (que, por si só, comprovadamente não resulta).

Eduardo Castro deu continuidade à análise do tema, mostrando formas de estruturar a participação pública, tendo em conta diferentes variáveis que acompanham este e todos os processos que são complexos.

Fonte: Expresso das Ilhas

Notícias

IPC realiza primeiro mergulho em arqueologia subaquática no ancoradouro da Cidade Velha

Biblioteca Nacional lança reedição de “Chiquinho” e promete edição de seis obras por ano

NOSi poderá representar um suporte do desenvolvimento tecnológico para construção de uma sociedade digital no país – PR

Lançamento do projecto sobre a Promoção da Economia Azul reúne principais gestores da Economia Marítima

Mindelo: Atelier de lançamento do projecto sobre a Promoção da Economia Azul reúne principais “stakeholders” da Economia Marítima

São Vicente: Trinta formandos recebem certificados na área de guia de turismo comunitário

Santa Catarina: Assembleia Municipal com Ribeira da Barca na agenda

Santo Antão: Criação do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias Agrárias traz à ilha catedráticos de Portugal

Artistas da CPLP pedem "passaporte artístico"

Cabo Verde quer afirmar-se como plataforma tecnológica de referência em África

Novo presidente da AAVT quer transformar agências de viagens

Escavações arqueológicas na Igreja de São Tiago Maior concluídas

Empresários nacionais desafiam Portugal a deslocalizar empresas para Cabo Verde

AJEC propõe plataforma de informações sobre oportunidades de investimentos

Literatura: VIII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa acontece de 19 a 21 de Abril na UNICV

Criada equipa que vai coordenar Zona Económica Especial

Recém-criada Associação de Turismo do Maio almeja transformar a ilha num destino de excelência

Empresa alemã introduz energia das ondas do mar em Cabo Verde

Santo Antão: Representante da OMS exorta Cabo Verde a preparar-se para enfrentar emergências sanitárias

Santo Antão: Fábrica de sabonetes abre portas no Porto Novo e já cogita exportar para os EUA

Praia: Conjunto Histórico e Arqueológico da Trindade vai ser património nacional – ministro

Ilha do Fogo: Técnicos de Monumentos e Sítios do IPC na região Fogo e Brava para inventariar património cultural imóvel

Emprofac prevê um crescimento de 7% em 2018

Regionalização: Olavo Correia reposiciona-se

Ampliar o mercado africano para os países africanos

PM espera consensos necessários entre os deputados para se avançar com a Regionalização

Directora regional da OMT recomenda diversificação dos modelos de oferta turística em Cabo Verde

Dia Mundial do Teatro: Mindelact distingue jornalista Fonseca Soares com Prémio de Mérito Teatral

Capacidade de alojamento em Cabo Verde aumentou em 18% em 2017 – INE

A África precisa livrar-se da "Ajuda que mata", defende autora Dambisa Moyo