Estudo recomenda valorização de novas espécies marinhas em Cabo Verde

Um estudo divulgado quarta-feira em Cabo Verde recomenda o Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP) e o arquipélago  a apostar em novas prospeções das espécies menos consumidas no país, de modo a valorizá-las economicamente e estimular a sua utlização na gastronomia local.

O estudo divulgado na cidade do Mindelo, na ilha cabo-verdiana de São Vicente, foi realizado no âmbito da cooperação territorial com os países da Macaronésia no horizonte 2014-2020, como resultado de dois projetos de desenvolvimento de condições técnico-científicas.

Estes projetos contemplam igualmente a formação e a transferência de tecnologia e conhecimento, visando fomentar a exploração e comercialização sustentável de mariscos na Macaronésia.

Citado pela agência cabo-verdiana de notícias (Inforpresss), o coordenador do estudo para a parte cabo-verdiana, Albertino Martins, explicou que a ideia é diversificar as espécies em Cabo Verde e ter novas propostas de gestão para uma pesca responsável.

A fonte referia-se a espécies de meia-água (150 a 200 metros) como charroco, fanhama e o fambil, que aparecem nas pescarias como espécies acessórias, e que não têm grande valor comercial, mas normalmente são consumidas quando as espécies tradicionais escasseiam no mercado.

“A ideia é valorizá-las e demonstrar que têm as mesmas ou mais valor comercial do que as espécies tradicionais e levá-las também aos pratos das famílias”, precisou Albertino Martins.

O cooordenador do estudo referiu-se ainda ao caso do camarão-soldado, um “caso inédito no mundo”, pois em relação a este recurso foi feita, em primeiro lugar, a prospeção, a avaliação e a sua valorização gastroeconómica para depois se recomendar a pesca, com um potencial de 200 toneladas/ano no arquipélago.

“Estamos à espera de um privado que queira enveredar pela pescaria do camarão-soldado”, desabafou o responsável, que, no entanto, diz entender a “resistência” do investidor privado por se tratar de uma pescaria que envolve “algum investimento inicial” e que poderá ser afetado pelo próprio canal de comercialização desta espécie.

É que, concluiu, o camarão soldado “potencialmente deve ser destinado à exportação”, o que exige o conhecimento dos canais de escoamento/comercialização lá fora.

Daí, segundo ele, alguma resistência” dos privados em apostar na exploração desta espécie marinha.

De salientar que os dois projetos, designados MACAROFOOD e MARISCOMAC, e que estão na origem do estudo agora divulgado, enquandam-se no Programa de Cooperação Territorial MAC 2014-2020 da União Europeia (UE), com o alto patrocínio do INDP, da Universidade de Cabo Verde, da Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde e da Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação.

Fonte: Panapress

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