Cimeira CPLP: Empresários querem que dinâmica do pilar económico comece a fazer-se sentir “de facto”

Isso já foi transmitido por Salimo Abdula, presidente da Confederação Empresarial da CPLP, ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que recebeu uma delegação da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ontem no hotel Hilton.

O presidente da Confederação Empresarial da CPLP disse hoje, na ilha do Sal, que os empresários desejam que a dinâmica do pilar económico comece a fazer-se sentir “de facto” e os empresários ocuparem espaço como líderes económicos.

Isso mesmo foi transmitido por Salimo Abdula ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que recebeu uma delegação da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ocorrido hoje no hotel Hilton.

“Ficamos bastante sensibilizados, pois, o Presidente da República de Cabo Verde ouviu-nos com muita atenção e aconselhou-nos a falar com outros chefes de Estado, porquanto nunca tinha ouvido uma perspectiva tão directa como esta”, disse Salimo Abdula.

Consciente de que em pouco mais de 20 anos a CPLP “vai-se consolidando” como espaço mais cultural e linguístico, os empresários dizem que chegou a hora do pilar económico.

“Temos condições para isso, estão inventariados os recursos que o espaço da CPLP tem, há empresários com esta capacidade e nós precisamos de interagir”, referiu a mesma fonte, explicando que para isso a mobilidade “é fundamental”, como também o é a legislação que elimine a dupla tramitação e outras ferramentas já identificadas, como a construção de um banco de desenvolvimento ou uma instituição financeira que possa apoiar o desenvolvimento dos recursos.

“Temos algo em comum e que é um factor económico, que é a língua, a comunicação que queremos capitalizar”, lançou Salimo Abdula, pois, a confederação quer olhar para o Globo como um “grande desafio” e posicionar-se para daqui a duas décadas, com os recursos disponíveis, como líderes globais da economia.

“Falta é coragem política, porque os empresários já têm essa visão e bem amadurecida”, acrescentou, precisando que “de forma muito simples”, esperam que os políticos abram as autoestradas, que os empresários farão o resto.

Sobre a mobilidade, disse esperar que desta Cimeira saiam decisões concretas, pois, a confederação já apresentou pelo menos como uma resolução que haja abertura do espaço PALOP, pelo menos enquanto não se resolve a questão de Portugal face à União Europeia.

A mesma fonte acrescentou que se todos os nove países estiverem coesos nesta visão do pilar económico é “um dado adquirido” que dentro de duas décadas “todos os lusófonos vão se orgulhar” de serem respeitados no Planeta Terra.

Questionado se as organizações regionais a quem pertencem os Estados membros da CPLP como Schengan, SADC, Mercosul e CEDEAO, por exemplo, não são impedimento para essa livre circulação de pessoas e bens dentro da CPLP, Salimo Abdula declinou, por ver tal como uma vantagem.

Por exemplo, assinalou, a confederação olha para e Brasil e para a Mercosul como um espaço da CPLP para poder expandir, assim Portugal seria para União Europeia, Moçambique e Angola para a SADC.

“Usamos isso como um complemento de criarmos e participar num espaço muito maior do que aquele que detemos como CPLP, concluiu.

A Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da CPLP que arranca esta terça-feira está a ser precedida de vários encontros técnicos e multilaterais com temas diversos.

O Conselho de Ministros de hoje vai analisar os assuntos que depois serão levados à Cimeira, que tem como tema central “Cultura Pessoas e Oceanos».

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é integrada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Para além dos membros, a organização tem como observadores associados países como a Geórgia, a Hungria, o Japão, a República Checa, a República Eslovaca, a República das Maurícias, a República da Namíbia, a República do Senegal, a República da Turquia e o Uruguai.

Fonte: A Nação

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