Câmara do Comércio de Sotavento capacita seus associados sobre a AGOA

A Câmara do Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS), promoveu hoje, na cidade da Praia, uma formação técnica para os seus associados, no quadro da AGOA – acordo comercial entre os EUA e 39 países africanos.
A formação, orientada por Mohamed Abou-iiana, da USAID/West África Trade and Investment Hub, foi uma oportunidade para os poucos participantes desta iniciativa se inteirarem sobre as normas que gerem a AGOA.

Mohamed Abou-iiana deixou entender que o acordo comercial entre os Estados Unidos da América e os países africanos é uma “grande oportunidade” para os empresários do continente colocar os seus produtos no mercado americano que, conforme disse, é muito exigente em matéria de cumprimento do prazo, qualidade e preço.

Conforme estipula a AGOA, os produtos originários dos 39 Estados de África beneficiam de isenção de impostos nos EUA, o que os torna “mais competitivos” nos mercados norte-americanos.

“O comprador norte-americano, quando importa produtos da China, Bangladesh ou de qualquer outro país, paga os impostos”, indicou o formador, acrescentando que já o mesmo não acontece com as mercadorias adquiridas a partir da África, no quadro do programa AGOA.

Gil Évora, vice-presidente do Conselho Directivo da CCISS, disse à Inforpress que a ideia da formação é “explicar” aos formandos os mecanismos da AGOA para que os empresários nacionais “percebam melhor” de que forma devem aproveitar os benefícios do referido programa.

“Cabo Verde não tem aproveitado este sistema (AGOA) porque, por um lado, é pouco conhecido pela nossa classe empresarial e, por outro, não temos produtos para exportar”, apontou Gil Évora, defendendo que, neste caso, o país tem que ter “empresas com vocação exportadora”.

Instado se o programa não passa de uma miragem para o sector empresarial cabo-verdiano, respondeu nesses termos: “Não diria uma miragem, mas diria que temos que trabalhar muito para podermos beneficiar da AGOA. Praticamente, temos que fazer alterações mesmo na nossa estrutura produtiva”.

“Continuo a dizer que há um trabalho grande que terá que ser feito”, sublinhou Gil Évora, a propósito da oportunidade que Cabo Verde deve aproveitar no quadro da AGOA.

Etelvina Amado, representante da empresa “Lembrança di Terra”, que participou na formação, promete “repassar” aos seus fornecedores as informações adquiridas sobre a AGOA, para que estes “melhorem a qualidade e a forma de apresentarem os produtos”, a fim de atingir os requisitos exigidos pelos EUA.

“Lembrança di Terra” é uma empresa que se ocupa de produtos alimentícios e de artesanato.

Na opinião da empresária, o programa AGOA é uma “excelente iniciativa” do Governo norte-americano, mas que Cabo Verde “ainda não soube aproveitar esta oportunidade”.

A Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA) promulgada em 2000, permite a 39 países africanos qualificados exportar a maioria de seus produtos sem impostos para os Estados Unidos.

Os 39 países africanos são: Angola, Benin, Botsuana, Burkina Faso, Burundi, Camarões, Cabo Verde, Chade, Comores, Costa do Marfim, República do Congo, Djibuti, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Quénia, Lesoto, Libéria, Malaui, Mauritânia, Ilhas Maurício, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Seychelles, Serra Leoa, África do Sul, Sudão do Sul, Suazilândia, Tanzânia, Togo, Uganda e Zâmbia.

Fonte: Sapo CV

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