Cabo Verde aposta na Parceria Especial com UE para criar 45.000 postos de trabalho

Cabo Verde acredita que a Parceria Especial que mantém, há 10 anos, com a União Europeia (UE) vai ajudar na criação dos mais de 45 mil postos de trabalho prometidos pelo atual partido no poder durante a campanha para as eleições de 20 de março de 2016, declarou segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades.

O ministro Luís Filipe Tavares, que intervinha numa conferência sobre "os 10 anos da Parceria Especial Cabo Verde/União Europeia – O futuro das Relações entre Cabo Verde e a União Europeia”, reconheceu que este acordo com os 27 Estados europeus tem dado e continua a dar um contributo “muito importante” para o crescimento de Cabo Verde.

Sublinhando que a UE tem sido uma parceira “fundamental” do desenvolvimento do país, ao longo desses 10 anos, o chefe da diplomacia cabo-verdiana disse acreditar não haver nenhum motivo "para receios e para desconfianças” no futuro das relações entre o arquipélago e a UE.

“Queremos ter mais investimentos, mais crescimento económico, mais emprego e as medidas que estamos a tomar, tanto a nível fiscal, a nível orçamental, a nível económico e a nível do turismo, são medidas importantes e tenho por mim que Cabo Verde vai criar muito mais que os 45 mil postos de trabalho que nós propusemos aos Cabo-verdianos”, frisou.

Quanto à isenção de vistos de entrada em Cabo Verde aos cidadãos da União Europeia e do Reino Unido, muito debatida durante a conferência, o governante defendeu que é uma medida com impato político de “grande alcance” e que vai trazer resultados económicos que vão contribuir para a melhoria da vida dos Cabo-verdianos.

Disse estar ciente de que os Cabo-verdianos vão sentir os impactos dessa medida antes do final do mandato do seu Governo, em 2021, realçando que esta medida é, provavelmente, a mais importante desta legislatura no aprofundamento das relações com a União Europeia.

“Peço confiança aos Cabo-verdianos, estamos a trabalhar com muita convicção. As relações têm sido muito boas com a UE, os projetos estão a ser clarificados e, sobretudo, já começamos a receber apoios muito fortes, com o aprofundamento dessa relação", apontou.

Ele precisou que os apoios em causa são, nomeadamente, provenientes da República Checa, da Eslovénia, da Áustria, do Luxemburgo, da Bélgica, de França, de Espanha e de Portugal, entre outros.

Também o representante europeu em Cabo Verde, José Manuel Pinto Teixeira, considera que a UE é o único parceiro que, a curto prazo, pode fazer a diferença no arquipélago.

“Neste momento vê-se [em Cabo Verde] uma clara estratégia de querer facilitar tudo o que são investimentos e atividade económica e aí a União Europeia é o maior parceiro e, possivelmente, o único parceiro que a curto prazo pode fazer uma diferença”, precisou.

José Manuel Pinto Teixeira adiantou que, para o futuro, há novos projetos a serem formalizados, que serão analisados na reunião ministerial anual de acompanhamento da parceria, que este ano se realiza em Bruxelas, em julho.

“O objetivo da parceria é ir construindo sempre nos pilares que já existem e abrindo novas áreas de cooperação”, perspetivou, precisando que ela “é o reconhecimento de que em Cabo Verde há uma democracia consolidada, respeito pelos direitos humanos, Estado de Direito, todos os valores que são também os da União Europeia”.

Cabo Verde e a UE celebram, esta semana, 10 anos da sua Parceria Especial, a única do género no continente africano e que é regulada por seis pilares, nomeadamente, a boa governação, a segurança e estabilidade, a integração regional, a convergência técnica e normativa, a sociedade da informação e do conhecimento, a luta contra a pobreza e o desenvolvimento.

Fonte: Panapress

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