BCV prevê aumento do PIB próximo dos 4% em 2018

O BCV perspectiva também que a actividade económica deverá continuar a ganhar ímpeto em 2018, impulsionada principalmente pela procura interna.

O Banco de Cabo Verde (BCV) prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em volume em Cabo Verde, próximo do limite superior do intervalo fechado de 4% tanto para 2017 como para 2018.

A performance favorável da economia nacional no primeiro semestre, as melhores perspectivas quanto ao contexto externo e as orientações das políticas macroeconómicas sustentam o cenário de crescimento económico próximo de 4%, tanto para 2017 como para 2018”, diz o relatório da política monetária, divulgado esta terça-feira, 03, pelo BCV.

No relatório o BCV explica que a revisão em alta das perspectivas de crescimento para 2017 reflecte a maior dinâmica, observada até o final do primeiro semestre, do investimento privado financiado com capital externo e interno e do consumo privado.

“As estatísticas e indicadores de tendência da actividade apontam para a manutenção de um quadro de retoma da dinâmica económica no primeiro semestre, ancorada num contexto externo mais favorável ao crescimento da procura turística e do investimento directo no país e numa conjuntura de contínua melhoria do clima económico e aumento da oferta de crédito”, garante o BCV.

Esta situação, acrescenta, estará a traduzir o efeito desfasado do aumento da população empregada registada em 2016, bem como a recuperação mais lenta dos preços no consumidor e o crescimento consistente do crédito ao consumo.

Entretanto, sublinha que assente na expectativa de aceleração da execução das despesas no segundo semestre do ano, o consumo e o investimento públicos deverão contribuir, também, positivamente para o crescimento económico.

Acrescenta que a evolução muito favorável das exportações de viagens e transporte no primeiro semestre do ano e a expectativa de recuperação das exportações de pescado, na segunda metade do ano, sustentam a perspectiva de um contributo menos negativo da procura externa líquida para o crescimento, não obstante a revisão em alta da projecção das importações de bens e serviços, para acomodar o comportamento esperado da procura global.

“Do lado da oferta a revisão em alta é explicada em larga medida pelo desempenho da indústria transformadora e de alojamento e restauração, bem como pela recuperação, acima das expectativas, do comércio, que cresceu no primeiro trimestre do ano no ritmo mais acelerado desde o quarto trimestre de 2011”, explica o BCV no documento.

Por outro lado, indica que o contínuo fortalecimento do sentimento económico e do volume de negócios das empresas, bem como o nível crescente da arrecadação de impostos indirectos, sustentam, de igual modo, as perspectivas mais optimistas para 2017.

O BCV perspectiva também que a actividade económica deverá continuar a ganhar ímpeto em 2018, impulsionada principalmente pela procura interna.

“A formação bruta de capital fixo deverá manter‐se dinâmica, pese embora algum abrandamento devido ao efeito de base, com a contínua execução de projectos de investimento directo estrangeiro em curso e com o arranque de outros”, aponta.

A esta situação acresce‐se também a perspectiva de melhoria das condições de acesso ao mercado de crédito, em função da operacionalização de mecanismos de mitigação de riscos e reforço da capacidade dos empreendedores, entre outras iniciativas públicas e privadas visando a melhoria do ambiente de negócios no país.

O BCV salienta ainda que o contributo do consumo privado para o crescimento económico deverá aumentar, justificado pelo alargamento dos rendimentos de trabalho e de empresas e propriedades, traduzindo os efeitos desfasado e contemporâneo do contínuo aumento da taxa de ocupação da população activa e melhor desempenho do sector empresarial, num contexto de redução das remessas de emigrantes e crescimento ligeiramente inferior dos preços no consumidor.

“O aumento da oferta turística, as perspectivas de redução da inflação importada e de algum abrandamento do volume de importações de mercadoria deverá traduzir‐se num contributo menos negativo da procura externa líquida para o crescimento económico em 2018”, realça o relatório.

Fonte: A Nação

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