UNESCO recomenda a Cabo Verde ratificação de convenções sobre património imaterial

O director regional da UNESCO em Dacar, Gwang-Chol Chang, recomendou ontem a Cabo Verde a ratificação de algumas convenções relacionadas com o património imaterial, numa altura que o país quer candidatar a morna a património da Humanidade.

 "Há uma convenção internacional sobre o património imaterial e diversidade de expressão cultural que convidamos Cabo Verde a ratificar para o reforço da cooperação com o país. Sabemos que Cidade Velha é Património Mundial da UNESCO, mas Cabo Verde tem a vantagem e a possibilidade de inscrever a morna", disse Gwang-Chol Chang, citado pela agência cabo-verdiana de notícias, Inforpress.

O director regional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) falava aos jornalistas, na cidade da Praia, depois de encontro com o ministro da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente.

Gwang-Chol Chang está em Cabo Verde para participar no IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local, que decorre na cidade da Praia com mais de 2.700 participantes e 190 oradores e conferencistas.

O director regional da UNESCO, que cumpre a sua primeira missão em Cabo Verde, destacou a "enorme riqueza" do património cultural, arquitectónico, musical e artístico do país e mostrou-se empenhado em fazer chegar o exemplo cabo-verdiano a outros países da região.

Por sua vez, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, mostrou abertura para que o país possa aderir, nos próximos meses, à convenção da protecção das riquezas subaquáticas e a quatro convenções relacionadas com os direitos de autor.

Cabo Verde está a preparar a candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, projecto que conta com o apoio técnico da cooperação portuguesa através do antropólogo Paulo Lima.

Abrãao Vicente disse que Cabo Verde está a elaborar "convenientemente" o dossiê de candidatura, adiantando que uma equipa técnica do Instituto do Património Cultural já fez todo o levantamento a nível nacional e deverá partir, em breve, para Portugal para fazer o levantamento nas comunidades cabo-verdianas.

"Creio a 31 de Março de 2018 entregamos a nossa candidatura e começaremos o nosso trabalho de convencimento dos nossos parceiros para que a morna seja Património da Humanidade ainda em 2018", assegurou.

Quatro meses antes de submeter o dossier, revelou que agora é preciso fazer uma promoção da morna, para que de facto as pessoas possam conhecer aquele género musical e de dança de Cabo Verde.

Fonte: Expresso das Ilhas

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