Santo Antão: Operadores voltam a mostrar preocupação quanto à implementação da Rota das Aldeias Rurais

Os operadores turísticos em Santo Antão, beneficiários do projecto Rota das Aldeias Rurais, voltaram hoje a manifestar a sua preocupação face à “demora”, por parte da associação dos municípios desta ilha, em operacionalizar este projecto, lançado há dois anos.

Os operadores dizem “preocupados” com a forma como a Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA) tem estado a conduzir o processo de implementação deste projecto, lembrando que esta associação tinha prometido, em Dezembro, encontrar-se com os beneficiários da Rota das Aldeias Rurais, encontro esse que “nunca foi marcado”, segundo Jorge do Rosário, porta-voz dos operadores.

Jorge do Rosário, um dos 36 beneficiários do projecto, recordou que o presidente da AMSA, Orlando Delgado, tinha, há um mês, prometido promover um encontro com esses operadores, para articular formas de operacionalização Rota das Aldeias, mas “até esta data os operadores estão à espera, sem nenhuma informação”, avançou.

Adiantou que os operadores estão “descontentes” com a forma como a AMSA, responsável pela operacionalização do projecto, lançado em Janeiro d 2016, tem conduzido todo esse processo, criando, assim, “muita ansiedade” aos beneficiários.

Em Dezembro, aquando do desbloqueamento, por parte do Tesouro, de 30% do financiamento da Rota das Aldeias Rurais, financiado através do Fundo do Turismo, Orando Delgado informou que pretendia marcar um encontro com os operadores para se fazer “o trabalho de casa” e criar as condições para arranque, agora em Janeiro, do projecto.

“Até agora não tivemos qualquer informação a respeito”, lamentou este operador.

O Governo de Cabo Verde assinou, em Junho de 2017, um contrato-programa com a AMSA, no montante de quase 53 mil contos (60% do valor total dos investimentos), para a execução do projecto da Rota das Aldeias Rurais de Santo Antão, que resultou do inventário dos recursos turísticos existentes nesta ilha.

O projecto visa, sobretudo, a diversificação e qualificação do produto turístico desta ilha com a construção e melhoria de 36 empreendimentos de acolhimentos de turistas (12 em cada município).

Porém, o presidente da AMSA admite que “grande parte” dos operadores contemplados “não tem ainda um projecto devidamente elaborado”, um dos requisitos exigidos pelo Governo e pelo Tribunal de Contas “que terá que ser cumprido”.

“A maior parte dos projectos não existe. Era apenas uma folha de papel (ficha de projecto). Não existe estudo de viabilidade, projecto de arquitectura, cálculo de estabilidade, orçamento”, explicou Orlando Delgado, informando que a lei exige que “os projectos sejam devidamente elaborados”, já que todas as contas vão ser auditadas.

Fonte: InforPress

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