Sal: Festival Literatura-Mundo foi “fantástico” reunindo gente e escritores premiados de diferentes latitudes, dizem participantes

Os participantes da segunda edição do Festival Literatura-Mundo deram nota positiva ao evento que decorreu durante quatro dias na ilha do Sal, reunindo perto de 40 escritores de diferentes latitudes, destacando-se, entre eles, os autores cabo-verdianos.

Algumas pessoas abordadas pela Inforpress, consideraram que o evento, que terminou domingo, foi “fantástico, um espetáculo”, reunindo gente e escritores premiados de diferentes latitudes para reflexão e debate do alargamento dos cânones literários.

Observaram que foi um “espaço de solidariedade”, de troca em “alto nível”, já que discutiu-se vários temas na área da literatura, história, antropologia, entre análise de obras, e leitura de poemas dos poetas cabo-verdiano Mário Fonseca e o argentino Jorge Luiz Borges, homenageados nesta edição.

“Isso aqui foi um sucesso. É a segunda edição de um festival que é um sucesso em Cabo Verde e internacional”, considerou a professora Simone Caputo, realçando a presença dos estudantes do liceu que chegaram para assistir os debates e ouvir os escritores.

Tendo isso em consideração, Simone Caputo deixa uma sugestão no sentido de, na próxima edição, se levar os escritores para as escolas.

Também para a escritora portuguesa Filomena Amaral, que participa pela primeira vez no evento, este festival foi “fantástico”.

“Aliás não podia deixar de ser fantástico nesta ilha maravilhosa, com estas pessoas ainda mais maravilhosas… e agradeço a organização pelo facto de me terem convidado para estar aqui e espero que nos vejamos na extensão deste festival em Lisboa. Foi uma experiência inesquecível. Não podem parar. Cabo Verde está em marcha”, enfatizou.

“Vocês, cabo-verdianos, vão ser presidentes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), façam tudo que puderem pelas letras, pela cultura…porque esse é o veículo para mantermos a nossa humanidade”, reforçou.

Germano Almeida que é repetente no festival, este ano com sabor especial já que Prémio Camões, disse que o saldo é “altamente positivo”.

“Estão a fazer um bom trabalho. É continuar na mesma senda”, considerou, aplaudindo a ideia de internacionalização do festival.

Já a brasileira Selma Caetano, curadora do Oceanos e Gestora Cultural, que vem pela primeira vez ao país, disse ter ficado encantada com tudo, não só com a ilha do Sal, mas com a dinâmica de montar um festival onde junta academia, poetas, escritores, língua crioula, portuguesa e inglesa.

“Esse festival foi na verdade multicultural, porque trouxe para Cabo Verde várias tendências literárias, iniciativas culturais, literárias. Quatro dias de festival conseguiram dar-me uma noção muito completa desse sistema cultural, linguístico que tem aqui. Vou feliz, e com a promessa de voltar aqui e a outros países de África. Cabo Verde foi o pioneiro, me abriu a África. Deu-me um gosto de quero mais”, acentuou.

Promovido pela Câmara Municipal do Sal, a curadoria do escritor José Luís Peixoto e organização da Rosa de Porcelana Editora, o festival propôs refletir e debater o alargamento dos cânones literários, visibilizar as várias literaturas dos países e inscrever Cabo Verde na rede internacional da Literatura-Mundo.

Fonte: Sapo.cv

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