Operadores em Santo Antão querem atacar mercado africano

A Associação do Turismo de Santo Antão quer apostar na diversificação dos mercados emissores de turistas para Cabo Verde, atacando a Costa Ocidental Africana. O objectivo é combater a sazonalidade, fazendo com que o turismo cresça na ilha das montanhas fora da época alta.

A ambição foi manifestada hoje, à Rádio Morabeza, pelo presidente da recém-criada organização turística, Nelson Brito.

“Isso é fundamental. Nós prometemos diversificar. O nosso mercado é de 500 milhões de pessoas e temos que criar estratégias para receber turistas também do nosso continente. Para além de diversificar a oferta nacional, temos de diversificar também os países emissores de turistas para Cabo Verde e temos que fazer uma aposta interessante nos nossos países vizinhos”, defende.

Primeiro, diz a associação, é preciso resolver problemas internos, nomeadamente a questão dos transportes, sobretudo aéreo, com a construção do aeroporto de Santo Antão.

“Santo Antão precisa de estar ligado, por via aérea, ao mundo e ao nosso país. Não se pode desenvolver nada sem a vertente comunicação e por isso é que nós apoiamos a construção do aeroporto internacional de Santo Antão”, aponta.

O dirigente associativo alerta que é preciso também ultrapassar outros empecilhos ao desenvolvimento turístico na ilha, entre os quais a reabilitação e sinalização dos caminhos vicinais, informação e formação dos guias turísticos. Outra questão considerada fundamental prende-se com a necessidade da criação de condições de investimento no turismo rural e familiar.

“Apelamos ao Governo e às Câmaras Municipais no sentido de criar uma linha de crédito para as pessoas que querem investir no turismo rural, para que, quando o aeroporto chegar a Santo Antão, as famílias estejam preparadas para tirar o melhor proveito”, realça.

A Associação do Turismo de Santo Antão, com sede no Paul, foi criada há mais de um mês, com o objectivo de desenvolver a actividade na ilha das montanhas. O líder associativo afirma que a ideia é criar, junto dos operadores, dos guias e dos poderes local e central, uma estratégia concertada e desenvolver o tipo de turismo que se quer para a ilha.

Fonte: Expresso das Ilhas

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