Mindelo: Atelier de lançamento do projecto sobre a Promoção da Economia Azul reúne principais “stakeholders” da Economia Marítima

Especialistas e os principais “stakeholders” (interessados) do sector da Economia Marítima reúnem-se hoje, no Mindelo, num atelier de lançamento do projecto de apoio técnico para a elaboração do Plano Nacional de Investimento para a Economia Azul (PNIEB).

Preparar um “Programa de Promoção da Economia Azul (PROMEB)” é outro objectivo desse atelier que terá lugar nas instalações do INDP, em São Vicente, e é presidido pelo secretário de Estado Adjunto para a Economia Marítima, Paulo Veiga, na presença dos Representantes do BAD, Vincent Ngendakumana e da FAO, Nono Remy, respectivamente.

A ideia é partilhar com os actores institucionais e privados, os elementos deste projecto “numa perspectiva de facilitar e promover o envolvimento dos parceiros na sua execução” e, de acordo com uma nota de imprensa, disponível na página oficial do Governo, “contou com o financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e mobilizou a competência técnica da FAO”.

O projecto, adianta o www.governo.cv, marca um passo crucial no processo de cooperação promovido pela FAO em 2014 e que se expandiu, muito rapidamente, ao Banco Africano de Desenvolvimento que veio em apoio à transição da economia cabo-verdiana para a promoção de uma economia azul e do empreendedorismo, permitindo dar resposta ao emprego jovem.

De acordo com o documento, o estudo está alinhado com a visão de Cabo Verde que, no horizonte 2030, “pretende tornar o país uma nação justa e próspera, com oportunidades para todos e alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS)”.

A nota de imprensa explica que “na modalidade de suporte técnico, este projecto será implementado durante um período de 12 meses” e tem por objectivos consolidar a estratégia nacional para a economia azul (CaSEB), reforçar o quadro institucional em vigor através da criação de uma Unidade de Inteligência Estratégica dedicada à economia e desenvolver um Plano Nacional de Investimento para a Economia Azul (PNIEB) e ainda um programa prioritário para promover a economia azul.

O projecto, executado através de uma abordagem participativa, pretende também fortalecer as capacidades nacionais dos sectores-chave da economia azul com vista ao desenvolvimento de oportunidades de criação de riqueza e empregos.

O conceito de economia azul, lê-se no documento, foi adoptado pelo Governo de Cabo Verde como mecanismo para alcançar um desenvolvimento económico sustentável baseado nos recursos oceânicos e costeiros, pelo que, para concretizar este compromisso, o Governo adoptou uma “Carta” que visa identificar e promover todos os motores da economia azul, por forma a inserir o país nas cadeias-de-valor mundiais, expandir o acesso aos mercados e reduzir os factores de vulnerabilidade.

A economia azul abrange vários sectores-chave da economia nacional, nomeadamente, a pesca e aquacultura, o processamento de peixe, a construção e a manutenção de navios e embarcações de recreio, o turismo costeiro, o transporte de passageiros e o frete marítimo, as operações portuárias, o desenvolvimento costeiro, a formação marítima, os serviços bancários e seguros e a energia renovável.

A Economia Azul, continua a nota de imprensa, cria também oportunidades para o surgimento de novas fontes de crescimento baseadas em negócios inovadores que podem ajudar a criar empregos e a melhorar a competitividade de Cabo Verde, não perdendo de vista a preservação da biodiversidade e a riqueza do ambiente marinho.

Fonte: InforPress

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