Capitalização bolsista atinge 618 milhões de euros em Cabo Verde

A capitalização bolsista na Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) atingiu, em 2016, o valor de 67 biliões 783 milhões 635 mil e 796 escudos cabo-verdianos (quase 618 milhões de euros), uma variação positiva de 8,5% face ao período homólogo.

Esta variação representou 41,6% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde, esta terça-feira, na cidade da Praia.

De acordo com dados do relatório de 2016 da BVC, apesar de ter havido uma ligeira diminuição do número de títulos cotados (-2,5%), o volume global de operações no mercado primário voltou a aumentar (9,2%) face ao período homólogo.

Foi atingido o montante de 15,8 biliões de escudos cabo-verdianos (cerca de 143,6 milhões de euros), com destaque para as emissões de obrigações através de oferta particular de empresas como a ASA, a TACV e o BAI e leilões de títulos do Tesouro.

O mesmo documento adianta ainda que, seguindo a tendência dos anos anteriores, o mercado primário da dívida pública teve maior dinâmica, pois, o volume de emissões rondou os 92% do volume global de operações no mercado primário.

O relatório da BVC destaca que, relativamente ao mercado de valores mobiliários, no cômputo geral, o ano de 2016 registou uma ”boa performance”, tendo em consideração as várias limitações macroeconómicas.

Em relação às transações no mercado secundário foi registado um “aumento considerável de transações (556,1%) face ao período homólogo. Contudo, a BVC realça o facto deste segmento continuar com pouca liquidez, tendo em consideração a frequência de transações (44 no total).

No que se refere à evolução das cotações das ações, o documento precisa que o ano de 2016 ficou marcado por uma maior oscilação de preços face aos anos anteriores, sendo que as ações de empresas como a petrolífera Enacol (17,5%) e a Sociedade Cabo-verdiana de Tabacos (27,83%) tiveram maiores variações relativamente a 2015.

Em sentido contrário, as ações do Banco Comercial do Atlântico (BCA) e da Caixa Económica de Cabo Verde (CECV) sofreram ambas quedas ligeiras, à volta de 3%.

Segundo a BVC, o mercado primário onde são transacionados os títulos do tesouro e as ofertas públicas de subscrição e venda tem sido o maior destaque do mercado de capitais em Cabo Verde.

Nos últimos três anos, foram mobilizados, através do mercado primário da BVC, o montante de mais de 43,1 biliões de escudos cabo-verdianos (cerca de 391 milhões de euros), o que representa 26,5% do PIB atual do país.

No ano passado, o volume de emissões foi de 15,8 biliões de escudos cabo-verdianos (cerca de 143,6 milhões de euros), gerando uma variação positiva de 9,2%, face ao período homólogo.

No que diz respeito ao volume de novas operações, por emitente, o Tesouro de Cabo Verde continua a destacar-se pelo número de emissões de títulos do tesouro levadas a cabo, numa média de 2,9 por mês, representando 92,4% do volume global emitido pela BVC em 2016.

Igualmente, são destacadas entidades como ASA, TACV e BAICV (todas através de Oferta Particular de Obrigações) que juntas mobilizaram um bilião 200 milhões de escudos cabo-verdianos (cerca de 11 milhões de euros), durante o ano passado.

No Mercado Secundário, contrariamente ao ano anterior, em 2016, as transações registaram um aumento considerável, tendo o volume de transações atingido o montante de quase um bilião e 400 milhões de escudos cabo-verdianos (cerca de 12,7 milhões de euros).

Esta realização foi fruto de transações em bolsa e transações fora de bolsa, gerando um acréscimo de mais 550% face ao ano transato.

No que tange ao volume de transações no mercado secundário, por tipo de título, em 2016, destaca-se as transações no segmento acionista que representa cerca de 97% do volume global de transações.

O destaque do relatório vai para o aumento do volume de transações das ações da Enacol no valor global de um bilião e 300 milhões de esudos cabo-verdianos (cerca de 11,8 milhões de euros).

Fonte: Panapress

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