Cabo Verde precisa de cerca de 400 milhões de contos para implementação do PEDS 2017-2021

Cabo Verde precisa de cerca de 400 milhões de contos para a implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentado (PEDS) para o período 2017-2021 e em Maio o Governo vai realizar uma mesa redonda para garantir esse financiamento.

A informação foi dada hoje pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças Olavo Correia, Olavo Correia, durante um encontro realizado, na Cidade da Praia, com o corpo diplomático, para a apresentação desse plano, que prevê a transformação de Cabo Verde num país plataforma no Atlântico médio para garantir sua inserção na economia mundial.

Olavo Correia adiantou que o Governo está a trabalhar para realizar, em Maio, uma mesa redonda para garantir o financiamento desse plano, que será, entretanto, precedida de outras acções junto dos diversos parceiros.

“Queremos ter uma abordagem a três níveis. Uma abordagem institucional normal como temos estado a fazer até agora com os parceiros institucionais, mas queremos fazer mesas redondas específicas com o sector privado para as plataformas várias que queremos construir”, explicou fazendo alusão às plataformas do turismo, aérea, marítima, tecnológica e outras.

A ideia, conforme o governante, é mobilizar o sector privado nacional e internacional, bancos de investimentos internacionais, sociedades e fundos de investimentos e operadores especializados para vender as plataformas e mobilizar parcerias para as suas concretizações.

Uma terceira abordagem será uma mesa redonda específica que tem a ver com o papel das ONG (organizações não-governamentais) na concretização do PEDS e a forma como elas possam ser envolvidas e as parcerias que podem ser estabelecidas para uma intervenção qualificada que se quer nesse processo.

“Portanto, teríamos uma mesa redonda geral que fazemos sempre, mas depois teremos espaços mais específicos, porque pensamos que é muito mais produtivo essa abordagem do que apenas uma mesa redonda geral”, explicou Olavo Correia.

Do corpo diplomático, disse que o Governo espera uma “forte parceria” para o desenvolvimento, ultrapassando o modelo da mera reciclagem de ajuda externa.

“Nós não podemos criar a ilusão em como esse país vai avançar com mais ajuda pública e com mais endividamento público”, sustentou, sublinhando a necessidade de reforçar a soberania nacional e credibilidade no plano internacional e regional.

“Menos ajuda, menos dívida, mais investimentos, mais negócios, mais empresas, mais valor, mais emprego, mas rendimento, em todas as ilhas, e a transformação de Cabo Verde num ponto de negócio à escala global é o grande desafio de Cabo Verde”, salientou Olavo Correia.

O PEDS, cujo processo de elaboração foi lançado em Janeiro do ano passado, tem como objectivos finais o crescimento económico sustentável, desenvolvimento humano e a inclusão social.

Está assente nos pilares económico, social, segurança e soberania e da diáspora e deve estar alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentado (ODS).

Fonte: InforPress

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