Alejandro Casamor: “Temos de estar onde os nossos clientes querem ir”

Com uma oferta diferenciada e uma atitude diferente, o Hilton pode marcar a abertura de uma nova forma de encarar o turismo em Cabo Verde. Distanciando-se do típico all inclusive este novo hotel promete maior contacto entre os seus clientes e a economia de Santa Maria.

“Nós acreditamos que os clientes têm de sair, têm de conhecer o país. Porque se não o que vai diferenciar este hotel de outro noutro destino qualquer?”, pergunta o General Manager, Alejandro Casamor que lança também o alerta: apesar das melhorias “todo o processo de desalfandegamento tem de ser muito mais rápido”.

A chegada do Hilton ao Sal marca uma diferença na oferta turística tradicional. O que vos fez apostar em Cabo Verde?
No Hilton estamos sempre à procura dos destinos em que os nossos clientes estão mais interessados e o Sal é um destino que, há já vários anos, a procura tem vindo a aumentar. E a aumentar muito sobretudo junto dos cliente dos norte da Europa, nomeadamente da Alemanha, países nórdicos e Grã-Bretanha. Então nós temos sempre que pôr no nosso directório de hotéis espaços onde os nossos clientes querem ir. Então, o Sal tinha de ser. Tínhamos de estar em Cabo Verde.

Vocês não se incluem no tradicional mercado do all-inclusive e isso implica que os hóspedes do hotel possam sair e procurar outros espaços na cidade. Santa Maria tem capacidade para responder às exigências de quem vos procura?
Acredito que sim. Santa Maria tem muitos restaurantes, muitas áreas de lazer para que os nossos clientes possam aproveitar as suas férias. É como disse, não tem de ficar o tempo todo no hotel, pode sair para conhecer a cultura, fazer compras, conhecer o que é Santa Maria que é uma cidade que tem muito charme e muito encanto. Nós acreditamos que os clientes têm de sair, têm de conhecer o país. Porque se não o que vai diferenciar este hotel de outro noutro destino qualquer? O que torna as férias inesquecíveis para os nossos clientes é isso, poder sair para conhecer um pouco de tudo. Não acreditamos que mais um all inclusive seja necessário aqui.

Isso abre portas a um turismo diferenciado uma vez que, ao contrário dos all inclusive, vocês, ao abrirem as portas, estão a promover um turismo mais justo.
Claro. É claríssimo que ajuda muito mais a economia da cidade e do país ter um turismo que esteja focado na abertura, em que os clientes possam vir, possam sair do hotel e gastar dinheiro nos negócios locais e fazer com que a economia floresça em vez de ser apenas o hotel e apenas o que está relacionado com o hotel.

Quais têm sido as vossas maiores dificuldades desde que chegaram aqui ao Sal?
Em primeiro lugar, desde que chegamos ao Sal, a maior dificuldade foi acabar o hotel. Mas primeiro que tudo a maior dificuldade que sentimos e continuamos a sentir é ao nível da importação. É muito difícil encontrar recursos aqui no Sal para a construção, a gestão e manutenção do hotel. Os processos na alfândega estão muito melhores mas acredito que todo o processo de desalfandegamento tem de ser muito mais rápido. Tudo isso tem que mudar para que a gestão seja mais fácil.

O discurso das autoridades nacionais tem sido o de se apostar na produção local a nível alimentar. Vocês seguem essa política de comprar em Cabo Verde, ou têm uma cadeia de abastecimento?
Compramos em Cabo Verde. Tentamos sempre comprar o máximo cá em Cabo Verde. Por exemplo tentamos que no nosso restaurante tudo seja local, mas não é fácil, por vezes fica difícil encontrar alguns produtos. Aí temos de importar, mas sempre que possível procuramos trabalhar com os produtos locais, porque são produtos sazonais, produtos frescos que estão próximos. Assim também estamos a ajudar à economia do país, à economia da ilha. Depois, eu acredito que os nossos clientes não vêm aqui para comprar as comidas que já podem encontrar nos seus países. Têm de encontrar frutas que se produzam aqui, o peixe que se pesca aqui. Por exemplo, seria uma loucura estar a importar peixe quando aqui no mar temos dos melhores peixes.

Fonte: Expresso das Ilhas

Notícias

Respostas rápidas: Quem deve pagar a Taxa de Segurança Aeroportuária?

São Vicente: Kiki Lima expõe “Real aparência” quando está prestes a completar 50 anos de pintura

Número de hóspedes aumentou 9,5% no segundo trimestre de 2018 face ao período homólogo – INE

Frescomar anuncia novos investimentos em São Vicente e no Sal de mais de seis milhões de euros

Direitos: Cabo Verde destaca em conferência no Canadá apoio do governo e instituições aos movimentos LGBTI

Santo Antão recebe três centros de interpretação turística para retratar património e identidade cultural da ilha

Raiz di Polon na 10ª edição do Festival de Teatro Lusófono

MCIC visita oficina de verão na Cesária Évora Academia de Artes

Filme cabo-verdiano “Firmeza” seleccionado para o Sacramento Underground Film & Arts Festival dos EUA

Filme “Os dois irmãos” selecionado para a competição oficial no 42º Festival de Cinema de Montreal/Canadá

Ilha do Fogo: Projecto “Rotas do Fogo” define estratégias e cria comités municipais para implementação do modelo agro-turismo

Nosi e Cabo Verde TradeInvest na China para dar avanço ao projecto de Computação em Nuvem da África Ocidental

Reconhecimento internacional do vinho do Fogo é exemplo para produtores de grogue de Santo Antão

“Se Cabo Verde não é capaz de organizar um discurso histórico, alguém será capaz”

Cabo Verde conquista duas medalhas de ouro no concurso Mundial de Vinhos Extremos em Itália

Editorial: Estado da Nação em “gestão corrente”

Quem comprar a TACV assume a gestão por, pelo menos, 5 anos

Primeiro-ministro anuncia proposta da Icelandair para comprar TACV

Exportações aumentam 14% no 2º trimestre deste ano

Empresários desesperam pela mobilidade económica

Angola, Brasil e Moçambique têm total de 720 mil "escravos modernos". Cabo Verde também faz parte da lista

Suspensão levantada. Cabo Verde Airlines já pode voltar aos aeroportos italianos

Cabo Verde apresenta programa da presidência da CPLP

“Os alunos que só sabem crioulo, o resultado é o isolamento”

Recém-criada Associação de Turismo do Maio almeja transformar a ilha num destino de excelência

A África precisa livrar-se da "Ajuda que mata", defende autora Dambisa Moyo