Tarrafal: AGEPC-CV propõe criação de cooperativa a formandas em corte e costura

A Associação dos Gestores, Empresários e Profissionais Católicos de Cabo Verde (AGEPC-CV) propôs esta quarta-feira, no Tarrafal de Santiago, às formandas em corte e costura criativa e utilitária a criação de uma cooperativa de produção para o município.

Na cerimónia de encerramento da ação de formação, que teve duração de um mês (carga horária de 190 horas) a um total de 20 jovens mulheres de várias localidades daquele município do interior de Santiago, a presidente da AGEPC-CV, Miluci Barbosa, disse que a iniciativa “é uma contribuição para a dignidade humana e para criação de auto-emprego”.

Nesse sentido, informou que a formação ainda não terminou, ou seja, que a mesma está divida em três fases, devendo as outras fases em empreendedorismo e cooperativismo arrancarem na próxima segunda-feira.

Segundo a responsável, a formação que vai principiar na próxima segunda-feira tem como propósito dotar as recém-formadas de ferramentas para melhor gerir a futura cooperativa.

Entretanto, fez saber que não querem impor a criação de uma cooperativa, mas que estando organizadas em cooperativa é melhor que ficar “desempregada”, tendo advertido que vão entregar as 10 máquinas e outros materiais necessários para a futura cooperativa e não de forma individual.

Na mesma linha, o edil tarrafalense, José Nunes Soares, que apontou inúmeras vantagens de se ter uma cooperativa, da qual as formandas vão ter ajuda da câmara que vai ceder um espaço para tal e dos parceiros na sua montagem.

Tendo em conta que o município vai receber nos “próximos tempos” investimentos a nível hoteleiro, o autarca instou as recém-formadas que saem desta formação “melhores capacitadas e com ferramentas”, a trabalharem em cooperativas, sustentando que em grupo vão poder assinar contratos com hotéis para fornecerem os seus produtos.

Contudo, a proposta não agradou as formandas, pois elas alegam que pelo facto de algumas residirem distantes do centro da cidade as dificulta em organizaram-se em cooperativas.

Entretanto, em representação das demais, a formanda Carla Silva disse que a formação foi “bom e que aprenderam muitas coisas”, apesar de admitir que um mês foi pouco para aperfeiçoaram em corte e costura nas técnicas”.

A formação culminou com a entrega de certificados a 21 jovens mulheres e com uma exposição dos produtos confecionados pelas formandas durante um mês de formação (carga horária de 190 horas).

A iniciativa desenvolvida pela Associação dos Empresários e Profissionais Católicos de Cabo Verde contou com a parceria do Instituto do Emprego e Formação Profissional e da Câmara Municipal de Tarrafal.

À semelhança do Tarrafal, iniciou-se hoje no município de São Miguel uma formação dirigida a 23 jovens e mulheres desempregados, cujo objetivo é, igualmente, a implementação de uma cooperativa de costura.

Fonte: InforPress

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