Metade dos cabo-verdianos gostaria que o país seguisse modelo norte-americano

Mais de metade dos cabo-verdianos gostaria que o seu país seguisse o modelo de desenvolvimento norte-americano e quase um terço considera que os EUA são a potencia com mais influência no país, segundo uma sondagem hoje revelada.   
As conclusões são do Afrobarómetro (www.afrobarometer.org), um estudo realizado através de entrevistas cara-a-cara junto de mais de 54 mil cidadãos de 36 países africanos, representando as opiniões de mais de três quartos da população do continente.

Quando questionados sobre que modelo de desenvolvimento o seu país deveria seguir, a maioria dos africanos inquiridos (31%) escolheu os EUA, logo seguido da China (24,3%) e só depois as antigas potências coloniais (12,5).

Em Cabo Verde, a escolha é ainda mais clara, com 52% dos cabo-verdianos a preferirem seguir o modelo norte-americano, contra 21% que escolhem o modelo chinês, 7% que optam pelo modelo da ex-colónia (Portugal) e 3% a selecionarem o modelo sul-africano.

Há ainda uma percentagem de cabo-verdianos (4%) que defendem que o país deveria seguir o seu próprio modelo de desenvolvimento.

Apesar da clara preferência pelo modelo dos EUA, a grande maioria dos cabo-verdianos têm uma boa opinião sobre a influência chinesa no seu país.

Segundo o barómetro, apesar das críticas nos media aos interesses e operações chineses em África, a população africana vê com bons olhos o papel do investimento estrangeiro e da assistência ao desenvolvimento por parte de entidades chinesas.

Em média, 63% dos inquiridos vê a influência da China no seu país como "positiva" ou "muito positiva", perceção que se deve em grande parte ao setor das infraestruturas/desenvolvimento e aos investimentos empresariais da China.

No entanto, a opinião varia muito consoante o país, com 92% dos inquiridos no Mali a considerarem a influência chinesa como positiva, contra apenas 33% dos argelinos questionados.

Cabo Verde surge entre os que têm melhor opinião, com 78% dos inquiridos a defender que a influência política e económica da China é boa ou muito boa para o país, contra 5% que defendem ser negativa.

Já quando se pergunta que país tem atualmente a maior influência nos seus países, a maioria dos inquiridos em África (28%) identifica as suas antigas potências coloniais, seguidas da China (23%) e dos EUA (22%).

O nível de influência percebida varia muito entre países, mas as antigas colónias francesas são os países que mais se sentem influenciados pela ex-potência colonial (89% na Costa do Marfim, 80% no Gabão ou 73% no Mali).

Em Cabo Verde, uma ex-colónia portuguesa, a maioria (31%) defendeu que a potência que mais influência tem no seu país é os EUA, enquanto 27% opinaram ser a China a mais influente e outros 25% disseram ser Portugal.

Sobre a assistência ao desenvolvimento prestada pela China, 63% dos cabo-verdianos disseram ter resultados positivos, enquanto 13% afirmaram ser negativa.

Fonte: Sapo

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