Cabo-verdiana Cristina Duarte integra Comissão de Reforma da UA

A ex-ministra cabo-verdiana das Finanças, Cristina Duarte, é um dos especialistas propostos pelo Presidente do Rwanda, Paul Kagame, para integrarem um grupo que vai trabalhar no processo de reforma da União Africana (UA), apurou a PANA segunda-feira de fonte bem informada.

A Cabo-verdiana Cristina Duarte, 54 anos de idade, formada em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa, em Portugal, foi ministra das Finanças do seu país entre 2006 e 2016, nos Governos do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), então partido no poder, liderados pelo então primeiro-ministro, José Maria Neves.

Cristina Duarte, no início dos anos 1990 foi viver nos Estados Unidos e especializou-se em Finanças Internacionais e Mercados de Capitais Emergentes, tendo granjeado uma experiência profissional diversificada.

Ela exerceu as funções de diretora-geral do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério cabo-verdiano do Desenvolvimento Rural, consultora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Mundial.

No setor privado, ela trabalhou com o vice-presidente do Citigroup/Citibank em Angola.

Em 2014, foi considerada pela Revista Financial Afrik como uma das 100 pessoas mais influentes em África, tendo sido, em 2015, a primeira mulher candidata à presidência do BAD, lugar que veio a ser ocupado por Akinwumi Adesina da Nigéria.

Nas últimas semanas, o nome de Cristina Duarte tem vindo a ser apontado para as funções de consultora do novo ministro das Finanças de Angola, Augusto Archer Mangueira.

O chefe de Estado rwandês, designado para presidir à Comissão de Reforma da UA, durante a 27ª Cimeira da UA realizada em Kigali, capital rwandesa, em julho último, chefia uma equipa composta por cinco homens e quatro mulheres, com experiência comprovada em mais diversas áreas e setores público e privado dos seus países.

Fazem parte desta Comissão de Especialistas o Bissau-guineense Carlos Lopes, ex-secretário executivo da Comissão Económica para a África das Nações Unidas; Donald Kaberuka, ex-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e atual ministro das Finanças do Rwanda; e Strive Masiyiwa, empresário zimbabweano residente em Londres, na Grã-Bretanha.

Da lista constam ainda os nomes de Tito Mboweni, ex-governador do Banco de Reservas Cambiais da África do Sul; Amina J. Mohammed, ministra do Meio Ambiente da Nigéria; Mariam Mahamat Nour, ministra da Economia, Planeamento e Cooperação Internacional do Tchad; e Vera Songwe, diretora regional para a África Ocidental e Central da International Finance Corporation, uma filial do Banco Mundial.

Segundo um comunicado da UA, citado pelo jornal New Times do Rwanda, o objetivo da Comissão é transformar a União Africana numa instituição mais eficaz e autossuficiente até 2018.

Neste sentido, a equipa liderada pelo Presidente Kagame terá de até à próxima cimeira da UA agendada para 28 de janeiro de 2017, apresentar um relatório com propostas a serem definidas por estes especialistas para o futuro da organização pan-africana.

Fonte: Panapress

Notícias

Cabo Verde não deve competir pelo preço com outros destinos turísticos, avisa CEO da Oásis

Projeto "Volunturismo" movimenta cerca de 30 turistas para São Vicente

Santa Cruz: Autarquia quer transformar município num destino turístico de excelência

Porto Novo recebe investimentos privados nas pescas à volta de 70 mil contos

São Vicente vai acolher missão empresarial alemã com foco nas energias renováveis