Cabo Verde aproveita cimeira da Macaronésia para se afirmar como ponte entre Europa e África

Cabo Verde tem uma grande ambição na Macaronésia. Posição defendida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, na véspera da II Cimeira dos arquipélagos que compõem a organização.

“Nós temos uma grande ambição para Macaronésia, por ser uma área de grande proximidade e vizinhança com a União Europeia e em relação a África. Cabo Verde desempenha um papel importante, por causa da nossa integração na CEDEAO. Nós temos aqui todo um potencial de desenvolvimento das relações com as regiões ultraperiféricas da Europa, através da Macaronésia”, estabelece Ulisses Correia e Silva, que falava hoje aos jornalistas, à margem da reunião do Conselho de Concertação Territorial.

Na II Cimeira dos Arquipélagos da Macaronésia, a decorrer nas Furnas, ilha açoriana de São Miguel, para além de Cabo Verde e Açores, participam também o Governo da Comunidade Autónoma das Canárias e Governo da Região Autónoma da Madeira. 

"Esta cimeira, que decorrerá na tarde de sexta-feira, visa, entre outros pontos, estreitar as relações entre os quatro arquipélagos, tendo em conta a existência de desafios e áreas de interesse comum, bem como o aprofundamento das relações bilaterais já existentes, reforçando, deste modo, os laços de cooperação na área geográfica da Macaronésia", apontou o Governo Regional dos Açores, numa nota à imprensa.

Na I Cimeira da Macaronésia, que decorreu em Dezembro de 2010, na ilha de São Vicente, foi politicamente oficializada a criação da Região da Macaronésia, que congrega um total de 28 ilhas habitadas e tem um potencial mercado de cerca de três milhões de habitantes, extensível à Europa e a África.

Fonte: Expresso das Ilhas

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