Asociativismo

As Câmaras corporizaram ao longo dos séculos a capacidade associativa da sociedade cabo-verdiana. Porém, e pela sua própria natureza política, nem sempre veicularam as aspirações e queixas mais genuínas da sociedade, tendo servido até, durante longos períodos, interesses contrários ao bem público.

As tabancas terão sido as instituições mais genuínas de proteção dos seus associados ao longo da vida da sociedade cabo-verdiana, muito especialmente quando o drama da seca e da fome mais se fez sentir, e quando havia que cuidar mais dos mortos que dos vivos, tal era o número dos que faleciam. Persistem hoje ainda inúmeras associações espalhadas pelo país que levam os cidadãos a garantir para si em vida umas exéquias com dignidade.

A independência veio despoletar a eclosão de variadas associações, ainda assim na maioria dos casos fomentadas por partidos e ligadas à luta política.

Já no campo do empreendedorismo a capacidade de associação não se revelou muito ativa ao longo dos tempos, e mesmo após a independência não se verifica particular efervescência associativa, se excetuarmos as Câmaras de Comércio de Barlavento e Sotavento, às quais se veio juntar em 2007 a Unotur, Câmara de Turismo.

A diáspora inverte claramente esta tendência endógena ao registar grande número de associações com as mais variadas finalidades, desde recreativas a culturais, políticas e outras.

As Câmaras corporizaram ao longo dos séculos a capacidade associativa da sociedade cabo-verdiana. Porém, e pela sua própria natureza política, nem sempre veicularam as aspirações e queixas mais genuínas da sociedade, tendo servido até, durante longos períodos, interesses contrários ao bem público.

As tabancas terão sido as instituições mais genuínas de proteção dos seus associados ao longo da vida da sociedade cabo-verdiana, muito especialmente quando o drama da seca e da fome mais se fez sentir, e quando havia que cuidar mais dos mortos que dos vivos, tal era o número dos que faleciam. Persistem hoje ainda inúmeras associações espalhadas pelo país que levam os cidadãos a garantir para si em vida umas exéquias com dignidade.

A independência veio despoletar a eclosão de variadas associações, ainda assim na maioria dos casos fomentadas por partidos e ligadas à luta política.

Já no campo do empreendedorismo a capacidade de associação não se revelou muito ativa ao longo dos tempos, e mesmo após a independência não se verifica particular efervescência associativa, se excetuarmos as Câmaras de Comércio de Barlavento e Sotavento, às quais se veio juntar em 2007 a Unotur, Câmara de Turismo.

A diáspora inverte claramente esta tendência endógena ao registar grande número de associações com as mais variadas finalidades, desde recreativas a culturais, políticas e outras.

Autoria/Fonte

Armando Ferreira

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