Questão fundamental da ilha do Maio é a criação do mercado de turismo – Governo

A questão fundamental para a ilha do Maio tem que ver com a criação do mercado turístico, tanto nacional como internacional para dinamizar a economia local, considerou o ministro das Finanças, no final da visita à ilha.
Segundo o também vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, a prioridade para a ilha, neste momento, à semelhança da resolução do problema da mitigação da seca e do mau ano agrícola, que na sua opinião está a decorrer de “forma positiva”, tem que ver com a resolução da requalificação do porto da cidade do Porto Inglês para se criar as condições.
“Um futuro melhor para a ilha do Maio tem que passar pela criação do mercado de turismo, por isso é que a prioridade número um para a ilha é a requalificação do porto, para que possamos ter um mercado tanto nacional como internacional”, precisou Olavo Correia, após três dias de visita à ilha do Maio.
Para aquele governante, com a criação desta condição, todos os sectores adjacentes também vão conhecer uma outra dinâmica, desde agricultura, pesca, criação de gado, que, na sua opinião, existe também um grande potencial neste sentido.
Afiançou que o Governo está “engajado” na realização desta obra (do porto) e que, neste momento, a negociação está “bem avançada” e esperam brevemente assinar o acordo de financiamento.
Para que a ilha venha a ter um turismo de qualidade e de alto valor acrescentado, Olavo Correia é de opinião que é preciso um planeamento “bem estruturado”, para tal garantiu que nos próximos meses vai ser realizado um encontro estratégico na ilha para se apresentar um estudo que, neste momento, está a decorrer em parceria com o governo autónomo das Canárias, cuja finalidade é promover a ilha como um destino turístico.
“Temos tido vários investidores com interesse para a ilha, por isso estamos confiantes. Se criarmos as condições mínimas temos a certeza que a ilha, nos próximos anos, vai ter um grande desenvolvimento, mas é preciso aprender com o que aconteceu no passado nas outras ilhas. Por isso a ilha tem de avançar numa óptica de planeamento e numa lógica partilhada”, sublinhou.
No que tange ao programa de mitigação da seca e do mau ano agrícola, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças disse que o mesmo está a decorrer de forma “positiva”, entretanto admitiu que existem situações que precisam ser revistas e melhoradas para que o programa tenha o seu efeito desejado junto dos  criadores e agricultores.
Durante o encontro realizado entre o ministro das Finanças, o edil maiense Miguel Rosa, a delegada do MAA e a deputada Joana Rosa ficou assente que é preciso criar um enquadramento, no sentido de se criar um sistema de compra por parte dos investidores que estiverem interessados junto daqueles criadores que têm um grande número de efectivo de gado, por forma a reduzirem uma parte e ajuda-los no salvamento dos restantes.
Conclui, dizendo que o Governo está a fazer um esforço para que na ilha e no país não se venha a verificar o problema de ruptura de ração no mercado.

Fonte: InforPress

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