Cabo Verde supera média mundial da esperança de vida

A esperança de vida atinge 73,3 anos em Cabo Verde, superando a média mundial que é de 71,4 anos, de acordo com Estatísticas Mundiais de Saúde 2016, divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com o relatório deste ano, que compila as estatísticas de saúde de 194 países, a esperança média de vida de uma criança nascida em 2015 era de 71,4 anos (73,8 para mulheres e 69,1 para homens), mais cinco anos do que em 2000.

O documento assinala que a esperança média de vida aumentou cinco anos entre 2000 e 2015, ou seja o crescimento mais rápido desde os anos 1960, mas alerta que o mundo ainda se depara com enormes desigualdades nesta matéria.

Segundo o estudo, a nível dos países africanos de língua portuguesa, Cabo Verde lidera a esperança de vida seguido de São Tomé e Príncipe com 67,5, da Guiné-Bissau com 58,9, da Guiné-Equatorial com 58,2 e de Moçambique com 57,7.

Na cauda da lista, com mais de 20 anos a menos na expetativa média de vida, surge Angola com uma média de 52,4.

Cabo Verde é, também, a terceira maior esperança de vida entre os países lusófonos, depois de Portugal com 81,1 anos e do Brasil com 75 anos.

O arquipélago cabo-verdiano tem ainda o menor número de mortes relacionadas com a gravidez e o parto em todo o continente africano.

Cabo Verde, de acordo com a OMS, tem também a menor taxa de mortalidade materna entre 47 países africanos avaliados, tendo registado, em 2015, 42 mortes por 100 mil nascimentos, contra 53 mortes em 2013.

O país é neste indicador o segundo melhor país lusófono, a seguir a Portugal (10 mortes/100 mil).

A média global de mortes por complicações ligadas à gravidez ou ao parto é de 216 por 100 mil nascimentos, o que se traduz em 830 mortes diárias de mulheres devido a estas causas, dos quais dois terços em África.

O relatório revela ainda que, em Cabo Verde, 92% dos partos são realizados por um pessoal médico ou por parteiras, muito acima da média global que ronda os 73%, e quase duas vezes a média do continente africano que é de 54%.

Fonte: Panapress

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