Apoio orçamental do Banco Mundial a Cabo Verde depende da restruturação da TACV

A retoma da ajuda orçamental do Banco Mundial (BM) a Cabo Verde está dependente da apresentação dum plano de reestruturação da companhia aérea cabo-verdiana (TACV) que “está na fase final”, declarou terça-feira na cidade da Praia o ministro cabo-verdiano das Finanças, Olavo Correia.

A confirmação de Olavo Correia surge depois de a representante do BM para Cabo Verde, Louise Cord, ter revelado que a ajuda orçamental, uma das componentes do programa de apoio ao país, se encontrava suspensa até à entrega do referido plano.

O ministro cabo-verdiano garantiu, entretanto, que o Governo está em contacto permanente com o BM e tem consultores a trabalharem na elaboração do dito plano.

“Já tivemos várias reuniões sobre esta matéria e estamos na fase final para apresentarmos o documento conclusivo em relação a esse processo", dissse Olavo Correia, explicando que, no âmbito do "diálogo permanente" com a instituição financeira, foi apresentado um primeiro rascunho do plano, sujeito a sugestões de melhoria.

Segundo ele, o processo já está em fase de conclusão "para que haja um quadro claro em relação ao que será o caminho para a transportadora aérea" cabo-verdiana.

O BM aprovou um novo programa de apoio para os próximos três anos em Cabo Verde, estimado em 90 milhões de dólares, que irá começar o financiamento de projetos a partir de julho, mas manterá a componente do apoio orçamental suspensa até que seja encontrada uma solução para a TACV.

Olavo Correia sublinhou que o pacote global de financiamento está a funcionar e que a ajuda orçamental está "condicionada a resultados".

De acordo com o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, o Governo já tinha "conseguido mostrar um programa credível de reestruturação e recuperação da empresa" (TACV) com vista à privatização.

Segundo dados do Governo, a TACV tem uma dívida acumulada de 110 milhões de euros, o que representa 8 a 9% da riqueza do país.

Fonte: Panapress

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