São Vicente: Salamansa ganha projecto de transformação de pescado que já emprega 12 pessoas

O secretário de Estado-Adjunto da Economia Marítima, Paulo Veiga, apresentou hoje, em Salamansa, o projeto de transformação de pescado, resultante da parceria entre os governos de Cabo Verde e de Japão e que já emprega 12 funcionários.

Este projeto, que resulta da parceria entre Direção-Geral dos Recursos Marinhos de Cabo Verde e a Overseas fishery Cooperation Foundation of Japan (OFCFJ) vai ao encontro da política do Governo, segundo este governante, de dar às comunidades meios e infra-estruturas para poderem se desenvolver.

“A Salamansa é um grande exemplo que devemos levar a todas às outras comunidades de Cabo Verde”, realçou Paulo Veiga, elogiando esta parceria, que existe há algum tempo e que permitiu a criação de uma fábrica de gelo à energia solar e que está sendo “bem cuidada” pela associação da localidade.

“Isto mostrou que eles têm capacidade de gestão e de tirar proveito dos investimentos públicos feitos aqui”, disse, indicando que por essa razão foi dado a Salamansa a possibilidade de dar “mais um passo” para a transformação do pescado da pesca acessória dos navios japoneses em Cabo Verde e que já emprega 12 pessoas.

Paulo Veiga lembrou que estes barcos têm licença para pescar atum, mas que vem sempre com uma pesca acessória, como tubarões e que têm que “ser aproveitados de alguma forma”.

Este aproveitamento, ajuntou, tem permitido fazer um produto “muito rico” em proteína, mas que também dá sustentabilidade à associação e à comunidade de Salamansa.

“Neste momento, esta pequena fábrica de transformação emprega 12 pessoas, mas se tiver sucesso e se conseguir colocar os produtos no mercado nacional, pode-se ampliar o projeto”, reforçou Paulo Veiga, que adianta “total apoio” do Ministério da Economia Marítima para se atingir este objetivo.

Este projeto é bom para toda gente”, considerou o responsável cabo-verdiano de produção, Renato do Rosário, adiantando que a iniciativa é “bem vista” pela comunidade local.

O coordenador do OFCFJ, Takahiko Arai, por seu lado, explicou que por agora garantem uma capacidade de produção de 100 quilos por dia e que ainda está limitado à capacidade que tem para refrigeração,.

Esta produção que, segundo a mesma fonte, poderá aumentar assim que tiverem licença para venderem os produtos.

Esta transformação deste pescado, que, conforme Arai, advém de 25% de tubarões pescados por barcos japoneses e 75% de atum pescados por embarcações de Salamansa resultou em produtos, como hambúrgueres e croquetes, sem condimentos e 100% natural.

Durante a cerimónia, procedeu-se a uma pequena degustação dos produtos, que vai ser repetida neste sábado, pela 10:00, na cidade, no largo do Centro Cultural do Mindelo.

Paulo Veiga garantiu também que vai promover uma degustação maior à toda população de Salamansa, financiada pelo Ministério da Economia Marítima.

Fonte: InforPress

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