Porto Novo já exporta sabonetes e grogue – queijo é o próximo produto a chegar aos mercados internacionais

O sabonete e o “afamado” grogue do Tarrafal de Monte Trigo e Ribeira da Cruz são os produtos “made in” Porto Novo que já estão sendo exportados para destinos como Europa, Estados Unidos da América (EUA) e Macau.

O próximo produto com a marca Porto Novo, que pode vir também a ser exportado, sobretudo para a Europa, é o queijo do Planalto Norte, já premiado em feiras internacionais, e que se afigura entre os cinco melhores queijos do mundo, segundo a Fundação Slow Food, com sede em Itália.

O sabonete produzido com base em produtos naturais encontrados na própria ilha de Santo Antão, como leite de cabra, babosa (aloé vera), argila e enxofre,  já está a ser exportado para os EUA, Macau e Canárias.

Inês Silva, proprietária dessa unidade instalada em 2018, em Ribeira das Patas, interior do concelho, e cuja  produção anda à volta dos 380 sabonetes (líquidos e em barra) por dia, confirma que o produto, além das Canárias e Macau, já está, também, a ser comercializado em quase 30 lojas na Geórgia (EUA).

Dentro de algum tempo, a fábrica,  instalada em 2018, em Ribeira das Patas, interior do concelho,  pretende apostar na produção de champô, segundo a proprietária.

No mercado nacional, a unidade, além de Santo Antão, está a comercializar os sabonetes em São Vicente, Sal, Boa Vista e em São Nicolau, e pretende chegar a Santiago.

O grogue e derivados, produzidos no Tarrafal de Monte Trigo  e Ribeira da Cruz, estão a ser exportados, respetivamente, para a França e EUA, através dos produtores Simão Évora e Emídio Alves.

Ainda no decorrer deste ano, o grogue de Santo Antão passa a ser certificado graças à operacionalização do laboratório do centro de transformação agro-alimentar, instalada na ilha em 2013, no quadro da cooperação luxemburguesa.

O queijo, tanto fresco como curado, produzido no Planalto Norte, cuja qualidade é reconhecida a nível internacional, pode vir a ser exportado, sobretudo, para Suíça e Itália, a avaliar pelo interesse que esse ”produto de excelência” está a suscitar nesses países.

Em Itália, os queijos do Planalto Norte marcam presença todos os anos na feira mundial do gosto, promovido pela Fundação Slow Food, instituição que, em 2017, galardoou o queijo fresco desse planalto com a medalha “Slow Cheese Award”.

O produtor António Lima admite, porém, que falta ainda criar algumas condições, de entre as quais a certificação, para que o queijo passe a ser exportado para o mercado europeu, uma preocupação já colocada ao Governo.

Os produtos com marca Porto Novo começam a chegar a mercados internacionais numa altura em que, no quadro do projeto Redes Locais para o Turismo Sustentável e Inclusivo de Santo Antão (Raízes), co-financiado pela União Europeia, em 55 mil contos, está a criar um selo de origem para os produtos de Santo Antão, como o grogue e o artesanato.

O selo de origem irá privilegiar as características distintivas dos produtos e serviços em Santo Antão, segundo a direção do projeto Raízes, acrescentando que, com isto, pretende-se que seja reconhecida, além-fronteiras, a qualidade dos produtos e serviços de Santo Antão.

Esta iniciativa responde às aspirações dos produtores agrícolas, artesões e outros, que enaltecem a iniciativa do projeto Raízes, o qual tem como uma das metas, até 2020, a valorização e certificação dos produtos locais.

Fonte: Sapo CV

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