Governo quer fazer deste arquipélago uma Nação “útil” ao mundo no Atlântico Médio

O Governo, através do ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, manifestou-se hoje determinado em fazer deste arquipélago uma Nação “útil” ao mundo no Atlântico Médio.

Alexandre Monteiro fez essas declarações, na ilha do Sal, durante abertura do IV Simpósio Germano-Cabo-Verdiano de Energia, a que presidiu num dos hotéis da cidade turística de Santa Maria.

“A estabilidade política, social e económica, o capital humano e a localização, são recursos importantes do nosso país. Recursos que queremos valorizar e transformá-los numa marca de confiança distinta do país na cadeia de negócio mundial. E, assim, fazer deste arquipélago, uma nação útil ao mundo no Atlântico Médio”, sublinhou.

O titular da pasta da Indústria, Comércio e Energia,explicou, entretanto, que para isso, o Governo quer ancorar Cabo Verde a uma zona económica dinâmica, principalmente com espaços económicos, científico e tecnologicamente avançado, próximos do país.

“A União Europeia é um desses espaços próximo na localização geográfica, e líder na relação comercial com o nosso país. Simultaneamente, aproveitar as potencialidades na relação com o continente ao posicionarmos de forma competitiva no mercado da CEDEAO, participando na cadeia de valor de produção de bens e serviços na região africana”, perspectivou.

O ministro referiu, ainda, que acrescentando outros mercados em relação aos quais Cabo Verde tem relações comerciais “preferenciais”, como Estados Unidos, no âmbito da AGOA, e Brasil no quadro da CPLP, o país se posiciona como uma plataforma de circulação económica no Atlântico Médio (África – Europa – Américas) e através dela, disse, avançar-se com a inserção do arquipélago no sistema económico mundial.

“Tudo isso potencia a criação de várias plataformas de circulação no Atlântico Médio”, reiterou, porém, ciente que estas opções só serão “bem-sucedidas” se o país for também competitivo.

“O que exige um Estado eficiente e parceiro, regulador da estabilidade macroeconómica e proactivo na melhoria das condições do ambiente de negócios em que as empresas operam”, concluiu o governante, destacando o “excelente” contributo da cooperação alemã no desenvolvimento de Cabo Verde, principalmente na melhoria do sector energético.

Promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA), o IV Simpósio Germano-Cabo-verdiano de Energia vai permitir debater vários temas, nomeadamente “O sector da energia na Alemanha”, “Eficiência energética em unidades e destinos turísticos”, “Soluções de eficiência energética em processos industriais” e “Turismo sustentável e energia: Um Olhar sobre as oportunidades para o Sal e Boa Vista”.

Participam neste evento programado para três dias, sete firmas alemãs e 41 empresas e entidades cabo-verdianas para estabelecer parcerias e identificar oportunidades de negócio no sector energético.

Fonte: InforPress

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