Zâmbia inteira-se da experiência de gestão de água e saneamento em Cabo Verde

Uma delegação da Zâmbia encontra-se na cidade da Praia para conhecer de perto a experiência cabo-verdiana em reformas políticas, legais e institucionais na área de gestão de água e saneamento, apurou a PANA terça-feira de fonte oficial.

Tais reformas estão a ser implementadas em Cabo Verde, no âmbito do Segundo compacto do Millenium Challenge Account (MCA-CV II), financiado pelos Estados Unidos.

Em declarações à imprensa, o porta-voz da delegação zambiana, Choolwe Haamukwanza, disse que o seu país já tem garantido um financiamento de 354 milhões de dólares dos Estados Unidos para financiar o crescimento económico e reduzir a pobreza.

Neste sentido, ele considera importante beber da experiência de Cabo Verde na implementação dos projetos no domínio da água e saneamento no âmbito do MCA-CV II, que já permitiu ao arquipélago alcançar progressos em áreas de água e saneamento.

“Queremos aprender com Cabo Verde o que foi bem sucedido. Neste momento, precisamos de criar na Zâmbia uma unidade autónoma de gestão de água e saneamento no quadro do conselho municipal da cidade de Lusaka”, precisou Choolwe Haamukwanza.

No decorrer da visita, que termina no próximo dia 18, a delegação zambiana vai reunir-se com representantes de diversas instituições, nomeadamente a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), a Agência de Regulação Económica (ARE), Águas de Santiago e Direção Nacional do Ambiente.

Do programa constam ainda encontros de trabalho com representantes do Ministério da Agricultura e Ambiente e da Câmara Municipal da Praia.

Segundo o diretor da Unidade de Gestão do MCA-CV II, Hélder Santos, a experiência de Cabo Verde como primeiro país a iniciar o segundo compacto do MCA-CV II pode servir de modelo para os outros países, nomeadamente no setor da água e saneamento.

O MCA-CV II, que termina em finais de 2017, engloba o Projeto de Água, Saneamento e Higiene - WASH - no valor de 41,1 milhões de dólares americamos e foi concebido para apoiar a reestruturação do setor.

Esta reestruturação é feita através de uma reforma, que, para além de outras atividades, pretende estabelecer uma base institucional financeiramente sólida, transparente e responsável para a prestação de serviços às famílias e empresas cabo-verdianas.

O projeto tem três componentes, designadamente a reforma institucional e legal, a reforma das operadoras e criação do Fundo de Água e Saneamento (FASA)/Fundo de Acesso Social (FAS).

Fonte: Panapress

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