São Vicente: Cuidar do bem-estar do mar e dos oceanos é responsabilidade de todos – ministro

O ministro da Economia Marítima considerou hoje, no Mindelo, que “o cuidado do bem-estar do mar e dos oceanos é responsabilidade de cada um e de todos”, sobretudo na mitigação dos “efeitos nefastos” da poluição.

Daí que, para José Gonçalves, que falava na manhã de hoje na abertura da 20ª Reunião Anual da Parceria para Observação Global dos Oceanos (POGO, na sigla em inglês) e encontros paralelos, que decorre no Centro Oceanográfico do Mindelo (OSCM, na sigla em inglês), tenha ido mais longe ao fazer depender o futuro e bem-estar do Planeta da “saúde” dos mares e dos oceanos.

O governante concretizou que desde “atos simples” como evitar o uso do plástico de uso único até o controlo da poluição industrial, que vaza no mar, e a utilização de combustíveis limpos, são “medidas a tomar de imediato”, visando mitigar tais efeitos nefastos da poluição.

José Gonçalves disse esperar, por isso, que a conferência de três dias que reúne, em São Vicente, diretores e presidentes de 38 instituições de pesquisa marinha “mais importantes do mundo”, traga “resultados positivos” na identificação de soluções para a “melhoria da saúde e bem-estar” dos mares e dos oceanos, cujo beneficiário último, aludiu, será “toda a humanidade”.

Num outro ponto da sua comunicação, o ministro destacou a realização da POGO 20 em São Vicente e “a utilidade e mais-valias” do Centro Oceanográfico do Mindelo, fruto da “cooperação profícua” com a Alemanha, que se pretende venha a ser uma estrutura de pesquisa de nível internacional, ao serviço dos objetivos da pesquisa  e investigação oceanográfica para servir toda a comunidade internacional.

Tanto o Instituto Nacional do Desenvolvimento das Pescas (INDP) como o OSCM são membros da POGO, segundo a presidente do instituto, Osvaldina Silva, os quais prometem “tudo fazer” para, conjuntamente, responder aos desafios da gestão dos oceanos e das zonas costeiras, no momento, acrescentou, em que os efeitos das mudanças climáticas se fazem sentir ao nível global, com realce para a fragilidade dos países em vias de desenvolvimento e já projetados pela comunidade científica.

“A presença de representantes de instituições nacionais e internacionais no evento demonstra o respeito, a preocupação, o interesse e o engajamento de todos na busca de apoios para resolver questões ligadas aos oceanos”, concretizou a mesma fonte, o que demonstra, prosseguiu, “a preocupação” na busca de união de sinergias para o fortalecimento das parcerias e cooperação técnico/científica como fator estratégico para aumentar a capacidade das instituições e conhecimentos sobre os oceanos.

O encontro de três dias, inclui reuniões do conselho, sessões científicas e workshops, e a expetativa dos organizadores é que desencadeie “mais iniciativas, pesquisa e cooperação” para Cabo Verde e “chame a atenção” deste “importante grupo de líderes oceânicos” para o Centro Oceanográfico do Mindelo.

A POGO é uma associação de “grandes instituições oceanográficas” ao redor do mundo, precisou a mesma fonte, que tem o compromisso de efetuar “observações sustentadas e integradas” do oceano para benefício da sociedade.

Outra atribuição é abordar as necessidades de informação dos decisores, investigadores, prestadores de serviços e o público em geral.

Desde 1999, a POGO tem servido como um fórum para líderes de “importantes instituições oceanográficas” em todo o mundo para promover a oceanografia global, particularmente a implementação de sistemas internacionais e integrados de observação oceânica global.

A POGO tem ainda uma rede internacional de colaboradores que fomenta parcerias para promover “a eficiência e eficácia” no estudo e monitoramento dos oceanos do mundo em escala global.

Através dos esforços da POGO, a instituição promoveu observações que sustentaram a ciência do oceano e do clima, interpretou os resultados científicos para os tomadores de decisão, forneceu treinamento e transferência de tecnologia para economias emergentes e “consciencializou sobre os muitos desafios que ainda estão por vir”.

Fonte: InforPress

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