Santo Antão: Operadores dizem-se “vítimas da concorrência desleal” do turismo residencial que começa a ser fomentado na ilha

Um novo tipo de turismo, denominado “turismo residencial” começa a ser dinamizado em Santo Antão, por várias famílias, mas os operadores formais dizem-se “descontentes” por se tratar de uma forma de se promover a “concorrência desleal” no setor

Trata-se de uma preocupação, segundo disse à imprnesa o operador Alexandrino Alves, no Porto Novo, que já foi colocada, algumas vezes, ao ministro do Turismo, e que urge resolver, já que essas pessoas, que alugam moradias ou quartos aos turistas, não estão regularizados e, por isso, não pagam impostos.

Conforme este operador, caso a situação continue, há estabelecimentos hoteleiros no Porto Novo que podem fechar as portas, explicando que essas pessoas, por não estarem sujeitas ao pagamento dos impostos, têm possibilidades de alugar casas a preços baixos, concorrendo, de forma desleal, com os alojamentos turísticos.

O ministro do Turismo, José Gonçalves, que, sábado, terminou uma visita de dois dias a Santo Antão, admitiu que, pelas reclamações dos operadores, este tipo de turismo (aluguer de moradias, quartos, apartamentos e terraços) é “já uma realidade” nesta ilha, assegurando que o Governo terá de atuar na sua regulamentação.

Conforme a mesma fonte, trata-se de um turismo que se nota, sobretudo, no Porto Novo e que representa “um valor acrescentado”, mas não deve ser dinamizado “em prejuízo dos estabelecimentos existentes”, avançou José Gonçalves, afiançando que o Governo terá de criar formas para que esse turismo seja regularizado.

Mas, avançou ainda o ministro, esse é o tipo de turismo que o Governo pretende incentivar, sobretudo para as zonas rurais em Santo Antão, tendo em carteira o programa “uma família, um turista”, que, a partir de 2020, vai “impulsionar ainda mais” o turismo nesta ilha.

No âmbito do programa “uma família, um turista”, o Ministério do Turismo pretende investir em todos os municípios do país, durante um período de cinco anos, cerca de dois milhões de contos na construção/reabilitação de mais de um milhar de quartos (um quarto por família).

Fonte: A Semana

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