Santo Antão: Época alta do turismo que se avizinha marcada pela diversificação da oferta

Os operadores turísticos em Santo Antão já preparam a época alta do turismo que se avizinha, e que deverá ser marcada pela diversificação da oferta, graças aos investimentos que estão a ser realizados no domínio do turismo.

A época alta do turismo em Santo Antão decorre entre os meses de Outubro e Maio, período em que milhares de turistas, sobretudo do norte da Europa, chegam à ilha para a prática de trekking (caminhadas em trilha à procura do contacto com a natureza).

Além do trekking, até agora, o principal produto turístico de Santo Antão, os operadores, que têm vindo a ser capacitados no quadro do projecto Raízes (Redes Locais para o Turismo Sustentável e Inclusivo em Santo Antão), começam a apostar, também, na promoção do canyoning e mergulhodiversificando assim, a oferta.

Além de Raízes, que visa, sobretudo, a valorização do património natural e formação dos operadores, a ilha de Santo Antão beneficia ainda do projecto Rotas das Aldeias Rurais, que contempla 36 operadores, nesta altura, apostados na criação e alargamento dos seus empreendimentos turísticos.

No Planalto Norte do Porto Novo, um dos sítios bastante visitados pelos turistas, que chegam a Santo Antão entre Outubro e Maio, os operadores beneficiários do projecto Rota das Aldeias Rurais apostam na melhoria das condições de acolhimento, o mesmo acontecendo em outras localidades, como Tarrafal de Monte Trigo, Ribeira da Cruz e Ribeira Fria.

Os operadores acreditam que os projectos Raízes e Rota das Aldeias Rurais, estimados em 110 mil contos, financiados, respectivamente, pela União Europeia e Governo de Cabo Verde, permitem, já a partir deste ano, diversificar a oferta, criando assim condições para os turistas permanecerem por muito tempo em Santo Antão.

Graças ao projecto Eco-Tur, também financiado pela União Europeia, o qual coloca à disposição do Porto Novo um montante de 35 mil euros (quase quatro mil contos), este município vai poder criar rotas turísticas e miradouros para a promoção do turismo da natureza em Santo Antão.

Apesar do crescimento registado nos últimos anos, o turismo em Santo Antão, marcado pelo “problema de sazonalidade”, está ainda longe de assumir o papel de “motor do desenvolvimento” desta ilha, no entender das autoridades ligadas ao sector que defendem a aposta em outros mercados, que não sejam apenas o europeu.

Dos cerca de 716 mil turistas que entraram em Cabo Verde em 2017, apenas 26 mil visitaram Santo Antão, facto que, segundo os operadores, demonstra que “há ainda muito trabalho a fazer” para que esta ilha se assuma, de facto, como um destino, opinião partilhada pela Câmara do Turismo de Cabo Verde e pela Direcção-Geral do Turismo.

Nesta altura, os operadores ponderam a possibilidade de explorar o mercado da costa ocidental da África, numa altura em que Cabo Verde começam a receber turistas desta região africana, designadamente do Gana, Costa de Marfim e do Senegal.

Fonte: InforPress

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