Primeiro ATR para ligações inter-ilhas da Cabo Verde Airlines já está na Praia

Chegou terça-feira a Cabo Verde o primeiro ATR da Cabo Verde Airlines, para as ligações inter-ilhas, de serviço ao hub do Sal. Seguem-se os procedimentos burocráticos, antes do reinicio da operação doméstica.

A notícia foi confirmada, no Parlamento, pelo deputado Miguel Monteiro, durante o debate do Estado da Nação.

"Um dos ATR chegou ontem", disse o parlamentar.
Parado na placa do Aeroporto Internacional Nelson Mandela, o ATR 42-320 (matrícula CS-DVO) é propriedade da portuguesa Lease Fly e chega a Cabo Verde em regime de leasing. A aeronave entrou ao serviço em 1994.

A reentrada da Cabo Verde Airlines (antiga TACV) no mercado doméstico estava em cima da mesa há vários meses.

A 16 de Julho, o secretário-geral do MpD tinha prometido “novidades a breve trecho”.
Antes, em Junho, o deputado João Gomes (MpD) avançava que “a Cabo Verde Airlines [estava] na disposição de colocar em Cabo Verde dois ATR para as ligações internas, numa base de complementaridade ao hub na ilha do Sal”.

No início do ano, em Março, o diretor-geral da companhia, Mário Chaves, ao reafirmar o foco no hub, havia mesmo realçado a necessidade de alimentar o Sal com passageiros do mercado nacional. O plano inicial passava por uma articulação com a Binter, mas em carteira estava, como alternativa, a operação de voos próprios.

“Estamos a trabalhar com parcerias, mas não podemos esconder que precisamos de ter opções para garantir esse serviço”, dizia, na altura.

Num modelo diferente àquele que mantinha até 2017, o regresso da Cabo Verde Airlines no mercado inter-ilhas marca uma alteração da estratégia definida pelo governo, e apresentada a 23 de Maio de 2017, quando o então ministro da Economia (agora dos Transportes), José Gonçalves, anunciou o fim da operação doméstica da TACV, então de capitais maioritariamente públicos.

Na altura, o governante esclareceu que a Binter Cabo Verde, ao assumir o papel monopolista do mercado interno, ficava obrigada a reforçar as ligações inter-ilhas e a estabelecer uma parceria com a TACV "em termos de transporte aéreo internacional, por forma a permitir à companhia de bandeira continuar a vender os bilhetes internacionais até ao seu destino aeroportuário final em Cabo Verde". Contudo, essa parceria nunca existiu, motivando críticas de diferentes quadrantes e insatisfação por parte dos passageiros residentes.

A privatização da transportadora aérea nacional foi concluída 1 de Março, com a assinatura do contrato entre o Estado e a Loftleidir Cabo Verde, subsidiária da Loftleidir Icelandic.

O reforço da frota e a abertura de novas rotas tem marcado os primeiros meses da empresa, nesta sua nova fase.

Fonte: Expresso das Ilhas

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