Plano de emergência de Santa Catarina do Fogo ascende a 22 mil contos

O plano de emergência do município de Santa Catarina do Fogo para mitigar os efeitos do mau ano agrícola, e que já foi encaminhado para o Governo, ascende os 22 mil contos. O documento elaborado com apoio da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) respeita os parâmetros definidos por este ministério e vai privilegiar três eixos fundamentais, o salvamento de gado, gestão da escassez de água e actividades que visam a criação de emprego público.

O tempo de vigência do plano é de 14 meses e o valor inicial pode ser aumentando em função das necessidades informa o edil, Alberto Nunes, indicando que para o salvamento de gado foram inscritos 6.300 contos, para gestão da escassez de água 9.000 contos e para actividades geradoras de emprego 7.000 contos.

A Câmara Municipal de Santa Catarina já fez saber ao Governo de que a implementação das medidas deve ocorrer “o quanto antes” porque a situação “requerer urgência” para que as famílias não sofram mais os impactos do mau ano agrícola.

Alberto Nunes disse que nas actividades que visam a criação de emprego a edilidade propôs, de entre outras, a requalificação de alguns bairros e vilas, nomeadamente a vila de Achada Furna, de modo a transformar a crise em oportunidades e criando condições para atracção turística que poderá gerar outras receitas, mas também reparação de caminhos vicinais, criação de espaços verdes.

Quanto à requalificação da cidade de Cova Figueira, Alberto Nunes disse que não se prevê no âmbito do plano de emergência grandes actividades, porque, segundo explicou, “há um projecto maior e com financiamento para requalificar a cidade”.
O município de Santa Catarina, o mais pobre da ilha do Fogo e com um grande numero de famílias a depender da pecuária, foi a mais atingida pela seca e neste momento a falta de pastos e escassez de água já se fez sentir com os criadores a desfazerem dos seus animais ao desbarato na tentativa de salvar uma parte.

Fonte: A Semana

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