Operação inter-ilhas da Cabo Verde Airlines arranca a 13 de Agosto

Os voos domésticos da Cabo Verde Airlines (CVA), de serviço ao hub do Sal, arrancam a 13 de Agosto. Além de São Vicente e Praia, a companhia também voará do Sal para o Fogo. A informação é confirmada pela transportadora.

Através de comunicado, a CVA confirma que a operação inter-ilhas será realizada pela Lease-Fly, especializada no transporte aéreo regional e executivo, em parceria com a Newtour, um dos maiores grupos no setor turístico, em Portugal, há vários anos no mercado cabo-verdiano.

Conforme anunciado na última semana, o modelo de operação terá ligações bi-diárias ao hub, em aviões ATR42-300, de manhã e à tarde, com voos da Praia e São Vicente para o Sal, nos horários dos voos internacionais. Quatro vezes por semana, haverá voos Sal/Fogo/Sal, permitindo conexão a Boston. As reservas já estão disponíveis nas agências de viagens e serão possíveis, em caboverdeairlines.com, a partir de quarta-feira, dia 7.

Os aviões serão pintados de acordo com o actual branding da CVA e o primeiro aparelho – ainda sem as cores da empresa – chegou na última terça-feira (30/7) a Cabo Verde.

Com ligações próprias entre as ilhas, a Cabo Verde Airlines espera, além de permitir o acesso do mercado interno ao hub, potenciar o seu programa stopover, que permite aos passageiros em trânsito, escalas em Cabo Verde de até sete dias, sem encargos adicionais. 

A nota da companhia abre portas a uma operação doméstica mais alargada. Numa segunda fase, a Leasy-Fly pretende obter o seu próprio certificado de operador aéreo em Cabo Verde "e em parceria com a Cabo Verde Airlines operar e incentivar a conectividade inter-ilhas e ao hub na ilha do Sal".

A reentrada da CVA (antiga TACV) no mercado doméstico, actualmente dominado pela Binter, estava em cima da mesa há vários meses, depois do fim dos voos, em Agosto de 2017, por decisão do governo, à data accionista maioritário. 

No início do ano, em Março, o director-geral da companhia, Mário Chaves, reconheceu ao Expresso das Ilhas a necessidade de alimentar o Sal com passageiros do mercado nacional. O plano inicial passava por uma articulação com a Binter, mas em carteira estava, como alternativa, a operação de voos próprios. “Estamos a trabalhar com parcerias, mas não podemos esconder que precisamos de ter opções para garantir esse serviço”, disse, na altura. 

A privatização da transportadora aérea nacional foi concluída 1 de Março, com a assinatura do contrato entre o Estado e a Loftleidir Cabo Verde, subsidiária da Loftleidir Icelandic.

O reforço da frota e a abertura de novas rotas tem marcado os primeiros meses da empresa, nesta sua nova fase. 

Fonte: Expresso das Ilhas

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