Maio aposta no turismo sustentável para ser reconhecido a nível mundial

A tranquilidade e a morabeza do Maio ainda não conquistaram os turistas mundo afora, mas a ilha tem tudo para ser um dos destinos turísticos deslumbrantes de Cabo Verde.

A tranquilidade e a morabeza do Maio ainda não conquistaram os turistas mundo afora, mas a ilha tem tudo para ser um dos destinos turísticos deslumbrantes de Cabo Verde. Maio é o destino perfeito para quem procura tranquilidade, praias desertas, boas refeições e, acima de tudo, para quem admira a natureza virgem e se preocupa com a preservação do meio ambiente.

Além das dezenas de praias magníficas, de areia branca, preta ou mista, e com águas cristalinas, a Ilha do Maio mantém as tradições cabo-verdianas, em um misto de paisagens áridas, reservas protegidas, vasta biodiversidade e comunidades rurais por descobrir.

Atualmente o desenvolvimento do turismo na ilha conta com diversos esforços. A Câmara Municipal trabalha com dois projetos que têm cofinanciamento da União Europeia e parceria da Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas de Boa Vista e Maio (SDTIBM), da Câmara Municipal de Loures, e do Instituto Marquês de Valle Flor (Portugal): projeto de dinamização e requalificação turística da ilha do Maio e o projeto de turismo solidário e comunitário.

O edil Miguel Rosa reforça que a ilha também está a apostar na requalificação urbana e ambiental da Cidade do Porto Inglês e das Vilas do Barreiro e da Calheta e de todos os povoados. “Para reforçar a atratividade turística, promover a dinamização cultural e económica da ilha, bem como melhorar o saneamento do meio e a saúde pública”, explica.

“A promoção do turismo sustentável é o caminho que pretendemos seguir. Para isso investimos forte no empoderamento da população local, através da revitalização das profissões tradicionais e promoção de práticas de empreendedorismo na pesca, na agricultura, na pecuária e queijaria, bem como outras atividades económicas como a produção de grogue, carvão, sal e cerâmica”, destaca Miguel Rosa.

O autarca afirma ainda que o Maio quer “aprender com os erros cometidos em outros destinos turísticos do país” e, por isso, o foco é que “os habitantes da ilha beneficiem com o desenvolvimento do turismo, os cabo-verdianos beneficiem com esse desenvolvimento, assim como as pessoas que visitem ou queiram viver na ilha do Maio”.

Como forma de promover o turismo sustentável na Ilha, a Fundação Maio Biodiversidade (FMB), uma organização sem fins lucrativos, apoia projetos que visam desenvolver o turismo ecológico na região, como o Eco Guias Maio e o Homestay Maio. Com o foco em iniciativas de conservação e preservação ambiental e cultural, os programas buscam atrair um nicho específico de turistas para a Ilha do Maio e promover o desenvolvimento social e económico.

João Edmilson Varela, 31 anos, guia turístico e assistente de desenvolvimento sustentável e ecoturismo na FMB, explica: “Nós queremos um turismo diferenciado para a Ilha do Maio, onde os turistas que visitarem a Ilha terão a oportunidade de usufruir de um conjunto de recursos turísticos culturais, naturais e históricos. Os turistas que hoje visitam a Ilha são aqueles que, sobretudo, procuram contato com a população local, têm a consciência do turismo sustentável, do meio ambiente, da parte social e económica para a Ilha do Maio. Queremos atrair turistas que procuram um turismo sustentável e mais próximo das pessoas”.

Miguel Rosa reforça a preocupação. “Estamos focados em promover um desenvolvimento turístico que seja sustentável, harmonioso e que saiba aproveitar as potencialidades e oportunidades existentes na ilha para gerar riqueza para a nossa população, respeitando, obviamente, o nosso meio ambiente”.

A advogada portuguesa Marina Guedes, 55 anos, que esteve no Maio durante 10 dias em férias, ficou encantada com o facto da ilha não ser explorada turisticamente. Segundo ela, “a genuidade, as pessoas e o ritmo de vida” foram os principais atrativos do Maio.

Fonte: A Nação

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