Investigador defende que é necessário entender as reais necessidades da oceanografia costeira

Um investigador da Faculdade de Engenharia e Ciências do Mar da Uni-CV afirmou hoje que é necessário entender as reais necessidades da oceanografia para tirar o maior proveito numa vertente mais costeira e ligada ao conhecimento dos recursos.

A constatação foi feita por Rui Freitas, que falava aos jornalistas, esta manhã, na Praia, momentos antes de participar no workshop sobre “Observação da Terra no Oceano Atlântico e nas costas”, que acontece no âmbito do 3º diálogo de alto nível Indústria-Ciência-Governo, promovido pelo Governo, através do Ministério da Educação, nos dias 07 e 08 deste mês.

O investigador da Faculdade de Engenharia e Ciências do Mar da Uni-CV disse que apesar da oceanografia ser uma ciência cara onde os equipamentos demandam de uma vertente tecnológica elevada, Cabo Verde tem feito várias iniciativas a nível deste sector.

Segundo este professor, os resultados da investigação a nível deste sector podem ser importantes para uma melhor gestão das zonas e águas costeiras.

“Para tal, precisarmos entender quais são os vários desafios, como é que podemos tirar o maior proveito da oceanografia, das tecnologias, numa vertente mais costeira e ligada ao conhecimento dos nossos recursos”, sublinhou

Por outro lado, adiantou que Cabo Verde, sendo um país arquipelágico e oceânico, enfrenta vários desafios a nível da limpeza e sustentabilidade dos oceanos, onde as praias da vertente norte e nordeste são assoladas com grandes quantidades de lixo, sobretudo plásticos, situação que se tornou, segundo defendeu, numa problemática que afecta o mundo inteiro.

“O que podemos constactar a nível mundial não é o plástico, mas sim o micro plástico que é mais prejudicial, sendo que é minúsculo e podem ser encontrados nas cadeias alimentares, nas plantas do oceano e até chegar ao consumidor final que é o ser humano”, revelou Rui Freitas, que defendeu a necessidade de mudança de atitude e de hábitos.

Segundo o investigador, hoje em dia, o plástico é também alvo de estudo a nível bioquímico, uma vez que há indícios e amostras que revelam plásticos na corrente sanguínea, no corpo humano e nos animais.

O encontro de dois dias reúnem investigadores, empresas, académicos, governantes nacionais e internacionais.

O 3º diálogo de alto nível Indústria-Ciência-Governo visa promover soluções assentes no conhecimento para os desafios do atlântico e da sociedade global que requerem investigação interdisciplinar e inovação em complexos sistemas de observação da Terra, através de cooperação internacional.

Fonte: InforPress

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