Fogo: Autoridades locais visitam projecto na zona alta de Miguel Gonçalves a convite de agricultor e criador

O presidente da câmara de São Filipe, Jorge Nogueira, e o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente, Jaime Ledo, efetuam hoje uma visita ao projeto de conservação de solo e água na zona alta de Miguel Gonçalves.

A deslocação das autoridades e de outros responsáveis surgiu na sequência de um convite do agricultor e criador promotor do projeto, José Teixeira, com a finalidade de constatar o desenvolvimento das plantas fixadas e comprovar o trabalho implementado com recursos próprios, e sensibilizá-los para ajudar na mobilização de financiamento para execução do mesmo.

Objetiva-se, ainda, inteirar-se das condições existente nas zonas altas para o desenvolvimento de fruticultura, sector de actividade em que “vale a pena apostar”.

Em declarações à Inforpress o agricultor/criador José Teixeira disse que o projeto foi elaborado em 2008 e reformulado anos mais tarde e que com meios próprios já implementou algumas atividade e que pretende sensibilizar as autoridades no sentido de conseguir financiamento para a sua implementação na totalidade, sublinhando que lhe falta meios para implementar sozinho o projeto na globalidade.

Segundo o mesmo, o projeto foi elaborado na base de uma lei da área protegida que dava possibilidade aos proprietários de terreno na zona protegida ou de amortecimento para elaborar projeto/programa de preservação de solo e água com possibilidade da administração ou entidade doadora, financiar o projeto no seu todo ou em parte, tendo elaborado o projeto na perspetiva de receber financiamento na totalidade ou em parte para implementação do projeto.

O projecto de conservação de solo e água prevê a realização de um conjunto de atividades para combate à erosão na zona alta de Miguel Gonçalves (Tudja) no município de São Filipe e ao mesmo tempo assegurar um desenvolvimento socioeconómico do meio rural equilibrado, aproveitando as potencialidades existentes sem comprometer o frágil ambiente.

O agricultor/criador promotor reconhece que o projeto inicial implicava muitos recursos financeiros, razão porque foi reformulado e resumido num projeto de menor dimensão, observando que o mesmo é implementado de forma faseada e cada atividade tem o seu custo.

O investimento maior vai para a construção de um reservatório de água, disse José Teixeira, indicando que além da construção de reservatório o projecto prevê a plantação de rícino e de feijão-congo, reabilitação de nascente, fixação de plantas fruteiras que é a base principal do projeto, e cada actividade prevê o seu orçamento específico.

Este disse que apesar da localidade dispõe de potencialidade turística, esta componente, por ora, não está incluído no projeto que focaliza apenas na parte de agricultura e pecuária, duas atividades que se desenvolve em conjunto, pois uma é complementar da outra.

O agricultor/criador iniciou a fixação de plantas fruteiras, base do projeto, e entre 2008 e 2011, fixou perto de 1.400 fruteiras que se encontram num bom estado de desenvolvimento vegetativo e algumas estão em plena fase de produção, como é o caso de mangueira e macieiras.

A falta de infra-estruturas para armazenamento da água das nascentes que ficam a montante da zona de implementação do projeto, a falta de tubagens para ligação até as parcelas, pouca mão-de-obra e deficiente acompanhamento técnico são algumas dificuldades, que segundo o promotor, está atrasar a sua implementação.

Até este momento a parcela conta com 1344 plantas fruteiras, sendo a maior videira (576 pés), goiabeira (398), mangueira (130), figueira de Portugal (130), macieira, papaeira, marmeleiro, cajueiro e romãzeira, as mesmas espécies que são cultivadas em Chã das Caldeiras.

Fonte: InforPress

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