Ex-PM cabo-verdiano chefia missão de observadores da UA para eleições em Angola

O ex-primeiro-ministro de Cabo Verde (2001-2016), José Maria Neves, chefia uma missão de observadores da União Africana (UA) para eleições em Angola, previstas para 23 do corrente mês.

O antigo chefe de Governo cabo-verdiano, que atualmente está a fazer um doutoramento em Políticas Públicas em Portugal, encabeçará uma equipa formada por cerca de 40 observadores da UA que chega a Angola a 17 do corrente, devendo prolongar a sua estada neste país até 27, depois de apresentar o seu relatório final.

Antes da sua indicação para esta missão, José Maria Neves já tinha também recebido um convite pessoal do Presidente angolano, José Eduardo de Santos, extensivo igualmente ao antigo chefe de Estado cabo-verdiano, Pedro Pires, para acompanharem as eleições em Angola.

Também o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), principal força da oposição, será representado nas eleições gerais em Angola pelos seus vice-presidentes Rui Semedo e João Baptista Pereira, na qualidade de observadores internacionais.

O PAICV, na qualidade de observador, “não tem comentários a fazer. O PAICV considera o convite para participar nessas eleições como observador internacional uma manifestação de confiança e reconhecimento”, enquanto partido democrático e também para o país, segundo Rui Semedo.

Também interpreta este convite feito ao seu partido como "um sinal do reforço de cooperação entre os dois países".

Rui Semedo assinalou ainda que o PAICV espera que as eleições sejam “muito participadas,  envolvam os Angolanos e sejam justas, livres e transparentes, mas, sobretudo, que permitam aos Angolanos escolherem os seus representantes de acordo com a sua consciência e com a avaliação que fazem dos seus partidos políticos”.

As eleições gerais em Angola acontecem a 23, estando o país, neste momento, em plena campanha eleitoral.

A Constituição angolana, aprovada em 2010, prevê a realização de eleições gerais de cinco em cinco anos para eleger 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país, totalizando 220.

O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do Executivo, de acordo com a Constituição angolana.

Fonte: Panapress

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