Empresários europeus disponíveis para cooperar com novo Governo de Cabo Verde

A Associação Empresarial Europeia em Cabo Verde (AEECV) manifestou-se terça-feira, na cidade da Praia, disponível para cooperar com novo Governo de Cabo Verde, saído das eleições legislativas de 20 de março último, a fim de que o investimento de origem europeia tenha “efeitos diretos positivos” na economia cabo-verdiana, apurou a PANA de fonte segura.

Durante um encontro com o primeiro-ministro indigitado, Ulisses Correia e Silva, que será empossado a 22 de abril corrente, o presidente da AEECV, Luigi Zirpoli, disse que a sua instituição “está à disposição do novo Governo de Cabo Verde para um diálogo permanente para a melhoria do ambiente de negócios e do desenvolvimento do setor privado”.

Acrescentou que a classe empresarial europeia no arquipélago cabo-verdiano comprometeu-se também a colaborar com o Governo, suportado pelo Movimento para a Democracia (MpD), na resolução dos grandes desafios de desenvolvimento de Cabo Verde, nomeadamente a melhoria das relações de cooperação e comerciais com empresas cabo-verdianas e a promoção da internacionalização das mesmas.

A AEECV propõe-se ainda para cooperar com o novo Executivo na criação de empregos, na ampliação da oferta e de preços competitivos para os consumidores cabo-verdianos, introduzindo, no mercado, uma maior variedade de bens.

Em declarações à imprensa, Luigi Zirpoli manifestou ainda algumas preocupações dos empresários europeus no arquipélago, entre as quais o desalfandegamento de mercadorias importadas, o peso da carga fiscal, o elevado custo da energia elétrica, bem como o transporte interno e a burocracia em vários serviços do Estado.

Por sua vez, o primeiro-ministro indigitado sublinhou a importância do encontro com a AEECV, explicando que o mesmo teve como objetivo inteirar-se das dificuldades que o setor privado enfrenta para se conseguir dar “respostas consequentes”.

O interesse do Governo é fazer com que a economia cabo-verdiana cresça e possa atrair mais investimentos e criar empregos e rendimentos, pelo que “tudo o que possa servir de intermediação, de relações de diálogo para nós é muito importante, em qualquer tempo e momento”, garantiu o também líder do MpD.

Ulisses Correia e Silva sublinhou que, para a criação de um bom ambiente de negócios em Cabo Verde, vai ser necessário estabelecer relações de confiança e garantir a segurança jurídica entre o Governo e seus parceiros, nomeadamente empresários, investidores, associações comerciais e câmaras de comércio.

“Tudo o que podemos fazer para termos um ambiente de negócios favorável, vai ser no sentido de atrair mais investimentos para Cabo Verde”, disse o novo primeiro-ministro cabo-verdiano.

Fonte: Panapress

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