Banco Mundial estima investir 22 milhões de euros em Cabo Verde no próximo ano

O Banco Mundial estima investir cerca de 22 milhões de euros em Cabo Verde no próximo ano, disse hoje na cidade da Praia a diretora de operações da instituição Louise Cord, que lidera uma missão ao país.

"Para o próximo ano temos 25 milhões de dólares (cerca de 22 milhões de euros) para investir em Cabo Verde", disse Louise Cord aos jornalistas à margem de um encontro com membros do recém-empossado Governo cabo-verdiano.

A responsável explicou que o objetivo da missão do Banco Mundial ao país visa ajudar a definir os projetos a financiar e adiantou que a instituição está interessada em apoiar ações na área da estabilidade macroeconómica, redução do peso do Estado, desenvolvimento do setor privado e criação de emprego para os jovens mais vulneráveis.

A missão do Banco Mundial, que hoje termina uma visita de dois dias a Cabo Verde, visa ainda definir, em parceria com o Governo, as prioridades de cooperação no âmbito da nova parceria com o país que arranca em 2018.

Louise Cord, que assume a direção de operações do Banco Mundial para o Senegal, Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau e Mauritânia, adiantou que, com vista à nova parceria, o Banco Mundial está a preparar um "estudo de diagnóstico sistemático do país para identificar os fatores mais importantes e que poderão dar o enfoque da nova estratégia".

Acrescentou que não foi ainda definido o envelope financeiro que irá suportar a nova parceria.

Por seu lado, o ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, considerou que o apoio do Banco Mundial ao país "é decisivo", quer em termos financeiros, quer em termos de assistência técnica, no projeto de reforma da economia que se pretende executar no país.

"O apoio que queremos do Banco Mundial é no sentido de nos ajudar a reformar a economia, para termos uma economia competitiva, um ambiente de negócios de excelência, uma máquina pública 'pro-business', instrumentos propiciadores de um ambiente de inovação e criatividade, de produção e de exportação", disse.

O objetivo é, segundo Olavo Correia, criar um "quadro macroeconómico estável, um país seguro, viável e que seja atrativo para investimentos nacionais e estrangeiros".

Neste contexto, para o ministro, há um conjunto de projetos em áreas como a educação, a conetividade, o financiamento ou a gestão de catástrofes, que podem beneficiar da ajuda do Banco Mundial.

"Vamos ter oportunidade de balizarmos as prioridades para que possamos ter depois um quadro para uma cooperação futura entre o Banco Mundial e Cabo Verde", disse o ministro, sublinhando uma mudança de abordagem.

"O país não pode continuar a ter o investimento que teve nos últimos anos em matéria de formação de capital fixo", disse, referindo-se ao investimento em infraestruturas registado nos últimos anos.

Durante a sua intervenção na reunião, Olavo Correia considerou que, no curto prazo, Cabo Verde continuará a precisar do apoio do Banco Mundial ao orçamento de Estado, mas mostrou-se confiante que as reformas estruturais que o executivo pretende levar a cabo permitirão ao país "fugir desse apoio" e conseguir o seu próprio financiamento.

Questionado pelos jornalistas sobre quando poderá Cabo Verde deixar de receber apoios do Banco Mundial para financiar o orçamento, Olavo Correia escusou-se a avançar metas.

"O nosso objetivo é empreendermos rapidamente as reformas económicas para que o país possa crescer, o Estado possa arrecadar impostos e possamos viver sem ajuda orçamental direta", disse.

A atual parceria do Banco Mundial com Cabo Verde, a vigorar no período 2014-2017, assenta na melhoria da sustentabilidade macro fiscal e melhoria da competitividade e desenvolvimento do setor privado.

O apoio orçamental é fornecido através de operações de desenvolvimento anuais, sendo que em 2016 o Banco prevê desembolsar 10 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de euros), o mesmo montante que em 2015 e abaixo dos 15,5 milhões de dólares (cerca de 13,5 milhões de euros) de 2014.

O Banco Mundial tem ainda no país uma carteira de investimentos nos setores da eletricidade (66%), Transportes (24%) e Pescas (10%).
Fonte: 24.sapo.pt

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