Acesso dos Cabo-verdianos a melhores instalações sanitárias duplica em 10 anos, dizem dados

A percentagem da população cabo-verdiana com acesso a instalações sanitárias melhoradas duplicou em 10 anos, apesar de 38,7% para 77,4%, entre 2000 e 2015, segundo dados da Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS).

No entanto, apesar deste evolução positiva decorrente dos investimentos em infraestruturas realizadas pelo Governo e seus parceiros, dados da ANAS, divulgados por ocasião do Dia Mundial da Casa de Banho, também conhecido por Dia Mundial da Sanita, assinalado a 19 de novembro, revelam que 25,5% das famílias no arquipélago cabo-verdiano ainda não têm acesso a uma sanita.

Os dados do Inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) relativo ao acesso ao saneamento básico foi alcançado em Cabo Verde, mas que persistem ainda disparidades de género.

De acordo com a fonte, as famílias chefiadas por homens têm maior acesso ao saneamento do que as chefiadas por mulheres (79,5% contra 75,1%).

A ANAS realça também que, nos meios periurbanos e, sobretudo, nos meios rurais, a adesão à utilização de casas de banho quando estas existem não é total.

Entre as causas são apontadas a falta de água e de produtos de higiene para manter a casa de banho limpa, instalações sanitárias sem conceção focada na poupança de água, falta de hábito ou dificuldade em se adaptar à sanita, entre outras, falta de conhecimento do ciclo de contaminação fecal-oral e o baixo grau de priorização da casa de banho nas habitações.

O Dia Mundial da Casa de Banho é oficialmente reconhecido pelas Nações Unidas, desde 2013, como forma de alertar a população para o fato de mais de dois milhões e 400 mil pessoas não terem acesso a uma casa de banho limpa, segura e privada e para destacar a importância do saneamento básico para a saúde global.

Isto significa que um em cada três pessoas não dispõe de casa de banho que assegure boas condições de higiene e de segurança. Por isso, a ONU alerta que, “longe de ser um dia divertido”, este dia é uma “data séria”, que tenta destacar a importância do saneamento básico para a saúde global.

Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontam que mais de sete mil 500 pessoas morrem diariamente por falta de saneamento, das quais cinco mil crianças menores dos cinco anos de idade, vitimadas pela diarreia causada por águas poluídas e más condições sanitárias.

A mesma fonte indica que, em cada dois minutos, uma criança morre por falta de água e de condições de higiene sanitária e que mais de 60 milhões nascem em casas sem saneamento.

Também 272 milhões de dias de escola são perdidos por ano devido a doenças relacionadas com o saneamento e mais de mil milhões de pessoas ainda defecam ao ar livre, denunciam a mesma fonte.

Fonte: Panapress

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