Fundação Maio Biodiversidade regista número recorde de mais de 13 mil ninhos de tartarugas

A Fundação Maio Biodiversidade considerou  hoje de “extremamente positiva” a campanha de protecção das tartarugas marinhas  deste ano, que registou, pela primeira vez, mais de 13 mil ninhos, disse o coordenador da patrulha Leno dos Passos.

O responsável assegurou que este ano “em termos absolutos” conseguiram manter o número de apanha,  e que “em termos relativos” conseguiram diminuir de 5% para 2,6% esta cifra, razão pela qual consideram de “extremamente positivo” a campanha deste ano.

Aquele responsável avançou ainda que se conseguiu envolver mais grupos  comunitários na patrulha, acrescentando que também houve mais  participação de estudantes da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), num total de 12, entre eles quatro que estiveram a fazer o estágio curricular, e participação de mais voluntários internacionais.

Leno dos Passos afiançou ainda que a população de um modo geral participou na campanha, com denúncias de alguns casos de apanha, o que permitiu resgatar as tartarugas apanhadas, e, no mesmo sentido, os pescadores também “participaram activamente” na campanha, informando de alguns casos de tartarugas que se encontravam feridas no alto mar.

“Registamos apanha sim, mas este ano não denotamos a presença dos apanhadores nas praias, pelo que muitos casos aconteceram antes de colocarmos os guardas no terreno e em outros casos isso registou-se em praias que antes não colocávamos os guardas, mas este ano registamos muitas saídas, por isso passamos a colocar os guardas naquelas praias” frisou.

Para aquele responsável, esta atitude da população maiense em denunciar casos de apanha das tartarugas marinhas reflete o modo como as pessoas estão sensibilizadas,  fruto de várias campanhas de sensibilização que a fundação vem realizando nos últimos anos.

Concordou também que a nova lei também está a contribuir para esta atitude, de todo modo admitiu que  Governo deve também apoiar as ONG na fiscalização.

A campanha deste ano envolveu cerca de 100 pessoas e contou com o apoio de várias instituições locais, bem como da Fundação Mava e de Serviço da Vida Selvagem e da Pesca do governo dos Estados Unidos da América.

Fonte: InforPress

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